PSD, Chega, IL e CDS aprovaram na especialidade "lei das burcas" com oposição da esquerda
A votação foi igual à que se registou quando este diploma, que partiu do Chega, foi aprovado na generalidade em outubro
A votação foi igual à que se registou quando este diploma, que partiu do Chega, foi aprovado na generalidade em outubro
Rita Matias e Madalena Cordeiro foram à Faculdade de Letras de Lisboa a 18 de março. Após ter-lhes sido dito que o diretor da faculdade não iria recebê-las, decidiram forçar o encontro e apresentaram a agentes da PSP o "Cartão de Deputado - Livre-Trânsito".
Estão em claro crescimento. Abrem colégios, espalham comunidades por todo o País ou criam páginas de Instagram que movem dezenas de milhares de pessoas. Há quem esteja em ministérios e no Parlamento. Têm códigos e liturgia própria – tudo para espalhar a Fé.
Falando na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Leitão Amaro afirmou a importância da "política humanista" do Governo em matérias de imigração e rejeitou a possibilidade de fechar as portas, defendendo soluções moderadas, algo que não convenceu a oposição.
O presidente da AR cita os princípios de "neutralidade, imparcialidade e igualdade de oportunidades entre candidaturas" para impedir a ação do Chega.
O partido apresentou no parlamento uma proposta anti-okupas e chamou para audição os antigos patrões de André Ventura numa consultora.
Em sede de OE2026, o Chega propõe Plano Nacional de Remigração, que poderá abranger imigrantes desempregados. A deputada Cristina Rodrigues é uma das responsáveis pela proposta.
A proposta proíbe "roupas destinadas a ocultar o rosto". Chega fez a proposta e a direita aprovou.
Dirigentes do Chega têm apoiado a deportação forçada de imigrantes legais. Pacheco de Amorim recebeu ativista de extrema-direita e o partido fez-se representar numa cimeira extremista.
O Ministério Público abriu já um inquérito para investigar a agressão contra o ator Adérito Lopes, da companhia de teatro A Barraca, no Dia de Portugal, 10 de junho.
São estes os nomes das pessoas que ativamente procuram lucrar com o ódio, a polarização e que atiram areia para cara dos portugueses com falsos problemas. Mas não são só estes nomes que são responsáveis pela deriva antidemocrática, racista e xenófoba que acontece no nosso país.
No Chega, um líder distrital despromoveu uma deputada para colocar a ex-cunhada — e Ventura preferiu uma assessora à parlamentar mais jovens desta legislatura. Estas são as entradas e saídas prováveis na bancada do partido.
Deputados do Chega anunciaram com pompa que não querem o aumento de 5%. Mas já duplicaram o salário que tinham antes de chegarem ao Parlamento.
São evangélicos, ex-deputados de outros partidos, jotas e pessoas do seu núcleo duro. Há um luso-brasileiro que quer uma “Europa branca”, um youtuber pró-Rússia e militantes com simpatias por Oliveira Salazar.
Nas legislativas de domingo foram eleitos nove deputados abaixo dos 30 anos. Do lado oposto, os mais velhos têm mais de 70 anos.