Frederiksen e Nielsen viajam para os EUA para assinar acordo sobre a Gronelândia
Local do encontro não foi revelado, nem o conteúdo integral do acordo.
Local do encontro não foi revelado, nem o conteúdo integral do acordo.
EUA e Dinamarca chegaram a um acordo que atribui a Washington o "controlo permanente" da segurança da Gronelândia. O documento só será assinado na próxima semana mas entretanjo já se conhecem algumas medidas.
Foi o partido centrista Os Moderados, que detém os votos decisivos, que forçou uma nova ronda de contactos para tentar formar um executivo com forças de ambos os lados do espetro parlamentar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês considerou "positivo" que Donald Trump tenha afastado o uso da força, mas lembrou que "a intenção de controlar a Gronelândia permanece". "O problema não desapareceu", frisou.
O presidente dos EUA anunciou uma nova taxa de importação à França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, pela oposição ao controlo da Gronelândia.
Jens-Frederik Nielsen fez história em 2025 depois de ter sido eleito o primeiro-ministro mais jovem da Gronelândia, liderando os Democratas. Conseguiu chegar a uma maioria no Parlamento unindo quatro dos cinco partidos.
O impasse sobre o futuro da maior ilha do mundo mantém-se. O Presidente norte-americano tem insistido repetidamente que os EUA precisam de controlar o território, uma ambição que tem sido rejeitada repetidamente pelos dinamarqueses e pelos gronelandeses.
Ministro da Defesa diz que não tem mandato para se pronunciar sobre o tema.
França, Alemanha, Noruega e Suécia também já anunciaram que militares seus também vão participar numa missão militar europeia no território.
O secretário-geral da NATO já tinha indicado a necessidade de reforçar a presença aliada na ilha ártica.
Primeiro encontro deverá ocorrer num espaço de semanas, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca à saída de reunião que juntou o vice-presidente e o secretário de Estado dos EUA e a conselheira de Negócios Estrangeiros da Gronelândia.
Donald Trump tem vindo a intensificar as suas ameaças de querer comprar a Gronelândia, localizada no Ártico e território autónomo dinamarquês.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, quer tomar a Gronelândia, a bem ou a mal, por considerar que a ilha no Ártico é fundamental para a defesa dos Estados Unidos.
O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar este território autónomo à Dinamarca, membro da NATO.
O governo da ilha já solicitou uma reunião “urgente” para discutir “as reivindicações dos Estados Unidos” sobre o país.
No passado o governador do estado norte-americano da Louisiana, Jeff Landry, defendeu que território autónomo dinamarquês da Gronelândia deveria fazer parte dos Estados Unidos.