Escolas de vícios
As jotas partidárias têm má fama, mas as escolas já ensinam os piores podres da política.
As jotas partidárias têm má fama, mas as escolas já ensinam os piores podres da política.
Criou um jornal, entrevistou Ramalho Eanes, fez de “segurança” de Salman Rushdie, foi preso numa manifestação em Espanha, levou o seu gabinete no Rato para o sótão quando liderava um PS dividido. Largou tudo – e regressou. Em Belém, os boys ficam à porta, vai haver registo público de reuniões e Presidências Abertas “à Soares”.
Conheceram-se em 1994 numa festa e desde então que estão juntos. Mas Margarida Freitas lembra que "não há primeiras damas no nosso País” e que irá continuar com a sua vida normal.
Seguro poderá entrar para a história não como o melhor, mas como o menos mau. E, nestes tempos, isso parece bastar.
Dina Ventura é fisioterapeuta, já sofreu ameaças e não fala à imprensa. Margarida Maldonado Freitas é farmacêutica, descendente de uma família de convictos republicanos das Caldas da Rainha e não pretende abandonar a profissão
Seguro conheceu a mulher na discoteca, Ventura no café perto da igreja e Marques Mendes na escola. Margarida, Dina e Sofia também podem chegar Belém.
Os que se agarram ao telefone e às redes sociais, os ideólogos, os estrategas e os convocados para ir à televisão. Quem é quem nas tropas dos cinco principais candidatos.
Pelo menos 10 dirigentes e militantes locais, ou os seus filhos e irmãos, entraram nos quadros da função pública através da autarquia liderada por Frederico Rosa.
Houve uma reunião tensa do secretariado nacional do partido no hotel Altis, onde alguns membros pediram a demissão de Pedro Nuno Santos. E os candidatos à sucessão começaram logo a aparecer.
Resultados históricos negativos, que só encontram paralelo na década de 1980, e uma derrota em toda em linha. Crónica de uma noite no Altis.
Lugares em troca de donativos, a cartada da diversidade, choro e procissões à sede: o que os candidatos a deputados são capazes de fazer para garantir o seu nome nas listas.
Um líder impopular em busca de humanização e um partido em contrarrelógio, a escrever o programa em cima do joelho, enquanto a oposição interna afia facas. “O Largo do Rato tem andado numa parafernália”, diz um socialista. Como o PS quer construir a alternativa e os nomes ministeriáveis na cabeça do secretário-geral.
Abriu a época do tiro ao Seguro, mas o exercício dividiu o partido e fez recuar a direção. Não o deve fazer recuar a ele e alguns acham mesmo que até o vai ajudar. Pedro Nuno Santos? “Vai perceber. É um caminho”, diz um segurista. Os resistentes são um caso de “psicanálise partidária”, diz outro.
A Loja Mozart tornou-se realmente influente, mas representou o último dos vértices de um triângulo de poder planeado por maçons como Paulo Noguês e José Manuel Anes, os homens que querem agora um Presidente da República militar.
Trocaram presentes em modo amigo secreto, falaram sobre ter filhos e escolher candidatos presidenciais – e picaram-se. São adversários o resto do ano, mas a SÁBADO juntou-os em paz.