Operação Marquês: Estado condenado a pagar 15 mil euros a José Sócrates
A indemnização é consequência de má administração da justiça no processo Operação Marquês.
A indemnização é consequência de má administração da justiça no processo Operação Marquês.
Questionado pela juíza sobre o sofrimento psicológico por que passou, José Sócrates, de 68 anos, escusou-se a dar pormenores, por não querer permitir "uma humilhação" pública.
Em causa está a alegada violação pelo Ministério Público dos prazos para a conclusão do inquérito, comprometendo assim o direito do ex-governante a uma decisão judicial num prazo razoável.
João Massano esteve no NOW esta quarta-feira depois de o Tribunal Administrativo ter suspendido a nomeação de advogado oficioso para representar José Sócrates. Na providência cautelar, o antigo primeiro-ministro sustenta parte da argumentação em João Massano e fala mesmo numa "inimizade". "O que eu posso garantir é que os meus direitos privados, os meus direitos à minha intimidade e à minha vida privada vão ser salvaguardados, se preciso for, em tribunal", garantiu João Massano, no NOW.
Há quem queira confundir, nos tempos que correm, escrutínio com voyeurismo, porque falar de dinheiros de primos, para alguns, é irrazoável. O primo, aliás, os primos, no plural, de José Sócrates, gostarão de saber
O ex-primeiro-ministro está sob vigilância há largos meses. O Ministério Público pondera detê-lo para interrogatório e constitui-lo arguido. Outros suspeitos são o primo que apareceuno caso Freeport e o amigo que comprouas casas da mãe de José Sócrates.
O alegado enorme estadista, que continua a ser elogiado na esquerda lusa, tem currículo mas sobretudo um cadastro que, visto do País que está a julgar José Sócrates, deveria condená-lo a, no mínimo, uma distância política higiénica.
O musical satírico “Sr. Engenheiro – Alegadamente um Musical" estreia esta quarta-feira, 1 de abril, no Teatro Tivoli, em Lisboa. "Já conhecemos a história e só nos resta rir," diz o encenador, Rui Melo.
Há países onde a justiça é cega. Em Portugal, no caso de José Sócrates, é sobretudo paciente. Paciente ao ponto de já roçar o estoicismo. Ou a resignação. Na verdade, é mais o mosoquismo.
Notícia surge depois de Marco António Amaro ter renunciado ao cargo.
Após três semanas de interrupção devido a nova renúncia de um advogado do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Marco António Amaro era o oitavo representante do ex-primeiro-ministro no caso da Operação Marquês.
Choque político com o comportamento de José Sócrates? Não se vê. Poder e oposição, partidos em geral e protagonistas em particular não têm um discurso, uma posição, sobre o mais extraordinário caso judicial deste século em Portugal.
Se os advogados de defesa de José Sócrates renunciarem sucessivamente, eternizando o processo neste limbo, não há muito que se possa fazer. Parece mesmo ser um labirinto sem saída e de difícil explicação à opinião pública
Após declarações de José Sócrates à CNN, bastonário sublinha dever legal de nomeação de defensores, critica fatores de morosidade e admite que a dimensão do processo exige soluções estruturais próprias.
Marco António Amaro é o quarto advogado oficioso do antigo primeiro-ministro.