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Marco Alves

Almoços, suítes e viagens: as despesas de Basílio Horta

Depois de Isaltino Morais em Oeiras, estas são as contas de dez anos do autarca do PS de Sintra. Faturas mostram menos opulência (embora haja ostras, lagosta, champanhe e vodka), mas a mesma falta de informação sobre o motivo das refeições e quem esteve à mesa.

Marco Alves

Qual é o problema com os almoços de trabalho? Talvez peculato

Se um autarca, além do salário, recebe também um valor para despesas de representação (no caso de Oeiras são €1.124/mês) não pode apresentar faturas de refeições "de trabalho" ou de "representação", como explicam vários juristas. Em causa pode estar o crime de peculato.

Marco Alves

Câmara pagou refeições a Isaltino Morais em campanha eleitoral

Um dos exemplos foi a 15 de setembro: um "almoço de trabalho" de €329,40 a Isaltino Morais, vereadores e adjuntos, que eram candidatos e passaram o dia nas ruas em campanha. Dias depois da eleição, o executivo reeleito foi almoçar a "trabalho" e a conta bateu o recorde do ano: €859,30.

Os almoços de Isaltino

Isaltino Morais justificou-se com a normalidade dos almoços de trabalho – algo que a SÁBADO não contestou. Mas o autarca omitiu que muitas das refeições reveladas foram entre membros do executivo. Como aquela que ele próprio teve a 24 de setembro de 2019, com a vereadora Joana Baptista e a adjunta Irina Lopes, cuja conta chegou aos 344,50 euros.

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