Líder do PS considera "ridículas" insinuações sobre coligação com o Chega
Para José Luís Carneiro, o país assistiu a uma tentativa de entendimento formal à direita que acabou por falhar no momento da votação parlamentar da revisão laboral.
Para José Luís Carneiro, o país assistiu a uma tentativa de entendimento formal à direita que acabou por falhar no momento da votação parlamentar da revisão laboral.
O primeiro-ministro assegurou que o Governo "não vai desistir" de dar a Portugal "condições para que o país seja competitivo e produtivo".
André Ventura fez uma declaração na sede do Chega sem oportunidade para os jornalistas colocarem perguntas.
Proposta foi chumbada, esta sexta-feira, com os votos contra de todos os partidos à esquerda e do Chega.
"Ou aceitam proteger quem trabalha, ou aceitam corrigir a imoralidade da idade da reforma e das reformas milionárias, ou não contam connosco!", indicou.
Proposta de lei do Governo foi rejeitada na generalidade.
O líder do Chega reuniu-se durante cerca de hora e meia com o primeiro-ministro, na residência oficial, em São Bento.
André Ventura disse que "a reunião é entre duas pessoas e entre dois partidos que têm dialogado" e considerou ser "um pouco indiferente saber quem a pediu".
O Chega vai propor também que as "reformas milionárias sejam limitadas a 4.500 euros mensais" e que na administração pública ninguém receba um salário superior ao do primeiro-ministro.
O debate, que ocorre dez dias depois de o Governo ter entregado no Parlamento a proposta de lei que altera o Código do Trabalho, centra-se nas "condições de vida dos trabalhadores" e no "pacote laboral, salários e direitos" e abre e encerra com intervenções do PCP e do executivo, prevendo-se que dure pouco mais de duas horas.
No debate deverá voltar a ser tema a proposta de lei do Governo de revisão das leis laborais.
Para Ventura, "baixar ou começar a baixar a idade da reforma não é um requisito esotérico, é uma exigência de um país que trabalha".
O Conselho das Finanças Públicas já alertou que 2027 e 2028 serão anos “muito desafiantes”, contando que o crescimento da economia portuguesa estagnou entre os 1,6% e 2%, ancorado sobretudo no consumo privado e no turismo.
Líder do Chega disse ainda que " esta lei se transforma de má em boa, ou não serve e tem o efeito contrário de prejudicar quem trabalha".
Numa metamorfose que merece estudo, André Ventura protagoniza uma conversão ideológica. André Ventura merece sobretudo um megafone emprestado pela CGTP e um lugar destacado na próxima greve geral.
Encontroterá por temas a lei da nacionalidade e o pacote laboral.