Mais de 200 reclusos da prisão de Lisboa protestaram hoje contra falta de condições
Na base do protesto estão a falta de condições de habitabilidade e reclusão da cadeia.
Na base do protesto estão a falta de condições de habitabilidade e reclusão da cadeia.
Atualmente existem 1.200 presos políticos no sistema prisional do país e o relato de maus tratos, humilhação, fome e abusos por parte de Alexander Díaz Rodríguez ao jornal espanhol ABC não é um caso isolado.
A associação colocou, em comunicado, a liberdade religiosa "acima de todas as outras liberdades pessoais", incluindo o direito à greve.
Hoje há mais centrais de blackstart, mas a Grande Lisboa continua vulnerável. A maternidade Alfredo da Costa reforçou a capacidade dos geradores, mas não se sabe o que foi feito nos hospitais. O mesmo nas prisões – há seis em que a luz falhará certamente numa nova crise –, semáforos, telecomunicações e abastecimento de água.
O encerramento do EPL chegou a estar previsto para este ano, mas foi adiado.
A ação principal é acompanhada de uma providência cautelar que pretende a "suspensão imediata" desta possibilidade.
Presos que estavam a aguardar inícios de julgamento voltaram para os estabelecimentos prisionais.
O objetivo do protesto é reivindicar a revisão do estatuto profissional, a promoção na carreira de mais trabalhadores e a alteração das regras de atribuição do subsídio de renda de casa dos guardas prisionais.
Com esta alteração, a idade mínima e máxima de ingresso na carreira de guarda prisional passa ser idêntica à de admissão de agentes da PSP.
"São muito necessários os guardas prisionais. Sabemos que temos um corpo de guarda prisional envelhecido e também temos muitas baixas por doença", disse Rita Alarcão Júdice.
Reclusa trans estava a cumprir pena numa cadeia feminina, mas entretanto já terá sido transferida para Monsanto. Direção-geral diz estar a avaliar a situação.
O Comité expressou "profunda preocupação com falhas persistentes na resposta do sistemas de justiça criminal" português.
Greve decorre até 5 de outubro.
O presidente da OVAR referiu ainda a situação de reclusos que se deslocam em cadeiras de rodas e que têm de ser ajudados por outros presos para circularem na prisão.
De acordo com um recente relatório publicado pelo Kriminalvården a população prisional sueca pode, no cenário mais extremo, chegar às 41 mil pessoas em 2034.
No dia em que os dois reclusos portugueses fugiram estavam neste estabelecimento prisional 17 guardas para cerca de 460 detidos.