CCB inicia hoje "três dias de festa" que abrem a nova temporada
A programação, de hoje, sábado e domingo, inclui espetáculos pagos nos auditórios e propostas de entrada livre, mediante levantamento prévio de bilhete, além iniciativas ao ar livre.
A programação, de hoje, sábado e domingo, inclui espetáculos pagos nos auditórios e propostas de entrada livre, mediante levantamento prévio de bilhete, além iniciativas ao ar livre.
Não era suposto que qualquer dos membros do Conselho Superior revelasse as reuniões ou sequer a existência do órgão. Percebe-se porquê: nas atas de 2006, já admitiam que estavam à beira da falência técnica; e nas de 2012 relatam a reunião em que Pedro Queiroz Pereira os enfrentou.
Indignado com perguntas de assistentes e dos procuradores, Fernando Ulrich questionou muitas vezes o porquê de o tribunal "querer saber de um empréstimo de 100 milhões" e não de um buraco "de 20 mil milhões".
"O principal problema que existe no sistema bancário português é o Banco Espírito Santo", disse o presidente da comissão executiva do BPI ao ministro das Finanças em 2013. Ulrich é hoje ouvido no âmbito do julgamento do caso BES/GES.
O antigo administrador do BESI afirmou que Ricardo Salgado lhe ofereceu mais capital para o seu banco em troca de Ricciardi não levantar tantas ondas sobre a situação do BES.
Depois de alguns contratempos na reprodução do depoimento do ex-banqueiro feito em 2015, ouviram-se os primeiros 40 minutos nos quais Salgado fala do GES e do seu colapso.
A juíza considerou o pedido improcedente e ordenou que o depoimento do ex-banqueiro de julho de 2015 devia ser reproduzido.
Os quatro arguidos "nunca firmaram qualquer pacto corruptivo ou pacto administrativo" com a cúpula superior do BES/GES, afirmou o advogado.
Apesar da instabilidade e dos danos reputacionais, Salgado faz tudo para se manter na presidência do BES e tenta publicamente dar uma imagem de confiança, ajudado pela tese de que o banco não é afetado pela parte não financeira do grupo.
Um empresário pediu depósitos na Suíça, um gestor do Espírito Santo Privée disse-lhe que aplicações fiduciárias eram o mesmo. Em julho sabe-se se o gestor vai a julgamento.
Também foi recusado o pedido do ex-administrador financeiro do BES Amílcar Morais Pires, de nulidade do acórdão da Relação, do passado mês de julho, que confirmou a decisão, de fevereiro, do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS), em Santarém.
Ricardo Salgado, Morais Pires, José Manuel Espírito Santo, Rui Silveira e Isabel Almeida devem pagar ao Estado a "vantagem patrimonial" obtida com a deturpação do prospeto de aumento de capital do BES, em 2014, defende o Ministério Público, que estima que esse valor ascenda a mais de mil milhões de euros.
Advogados do ex-presidente do BES lembram o diagnóstico de Doença de Alzheimer que foi atribuído a Salgado e pedem que o arguido seja absolvido dos três crimes de abuso de confiança.
Ministério Público quebrou os segredos de dezenas de offshores, de testas de ferro e até de nomes de código como “Mr. Z”, “Grande” e “Barril”. E descobriu 19 altos responsáveis venezuelanos a quem o BES/GES terá pago luvas de quase 150 milhões de euros.
Ministério Público admite que 15 dos 65 crimes imputados ao antigo banqueiro estão a prescrever. Juiz Ivo Rosa diz que fase de instrução não é um "faz de conta". SÁBADO teve acesso aos bastidores do Tribunal.
O Tribunal aplicou ainda a pena acessória de inibição do exercício de cargos em instituições financeiras por cinco anos para Ricardo Salgado e de um ano para Amílcar Morais Pires, após trânsito em julgado do processo.