Espanhol ex-porta-voz do PSOE da Galiza é um dos detidos na Operação Imergente
Emílio Vasquez Blanco tem fortes ligações ao PS.
Emílio Vasquez Blanco tem fortes ligações ao PS.
Entre quem faz donativos partidários há quem, por razões de transparência, discorde abertamente do novo sigilo público sobre quem financia os partidos e as campanhas eleitorais. "Quando dou não me importo que digam que dou", responde Miguel Sommer Champalimaud, que apoiou o Chega. Não encontrámos quem defendesse o bloqueio à divulgação, mas muitos não responderam.
Apesar das nuvens negras transportadas por certas declarações que não estão à altura dos sonhos e expectativas dos governados, o clima mundial avançado parece estar a caminhar para um tempo de sol e esperança, reconhecendo que a corrupção não está fora do sistema, está dentro dele. Está nas relações institucionais, nas cadeias de valor, nos processos administrativos.
O último debate quinzenal, realizado a 15 de abril, ficou marcado pelas críticas da oposição à forma como o Governo tem respondido ao aumento dos preços dos combustíveis e bens essenciais na sequência da guerra no Irão e pela legislação laboral, temas que deverão voltar à discussão parlamentar.
A iniciativa surge depois de a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) ter deixado de disponibilizar a identidade dos doadores dos partidos, após parecer da parecer da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA).
É do mais elementar interesse público saber quem financia os partidos que são responsáveis pelos destinos do país. Foi precisamente esta prática que permitiu revelar, por exemplo, os donativos do universo Espírito Santo às campanhas presidenciais de Cavaco Silva.
O alegado enorme estadista, que continua a ser elogiado na esquerda lusa, tem currículo mas sobretudo um cadastro que, visto do País que está a julgar José Sócrates, deveria condená-lo a, no mínimo, uma distância política higiénica.
Na semana passada, foi noticiado que, após um parecer da Comissão de Acesso aos Dados Administrativos, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos deixou de disponibilizar a identidade dos doadores dos partidos.
Uma discreta habilidade administrativa tornou impossível saber quem compra influência nos partidos.
Marques Mendes, que tem de pagar mais de 100 mil euros do seu bolso para saldar gastos da campanha, foi descansar para Cabo Verde antes de regressar à Abreu. Gouveia e Melo está em casa a refletir. Outros estão a fazer movimentos políticos e muitas contas.
Candidato previa encaixar 1 milhão em apoios públicos mas os votos que recebeu no último domingo ficaram aquém do esperado.
Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, a 8 de fevereiro.
Quanto às receitas, o candidato conta receber 350 mil euros de subvenção estatal, e 125 mil euros de donativos, a que se juntam 25 mil euros em angariação de fundos.
O ministro que falava 30 segundos em inglês e francês, os comentários de Thatcher (que chamava aos portugueses “bárbaros educados”) e outras memórias da adesão.
Seguro gere os dias com donativos. Marques Mendes e Gouveia e Melo pediram empréstimos. Cotrim e Ventura estão a contar com os partidos. Nenhum podia estar a receber donativos, nem a abrir contas, mas já estão a fazê-lo. Não revelam de quem estão a receber dinheiro e onde o gastam. Especialista aponta ilegalidades.