São Carlos: um teatro virado do avesso
O edifício está agora de pantanas, mas as portas devem abrir este verão. Relato por entre sinais de perigo, cabos elétricos e maquinaria - com muito pó à mistura
O edifício está agora de pantanas, mas as portas devem abrir este verão. Relato por entre sinais de perigo, cabos elétricos e maquinaria - com muito pó à mistura
Candidato defende que "neste momento não estão reunidas as condições para uma lei [laboral] passar".
O calvário para as pessoas que habitam num prédio municipal gerido pela Gebalis começou há muitos anos e parece não ter fim à vista. As falhas constantes no funcionamento dos elevadores fazem com que ali ninguém consiga ter dignidade e qualidade de vida. A 15 de dezembro, um homem de 47 anos que entrou em coma teve de ser retirado através de uma grua pelos Bombeiros Sapadores de Lisboa.
O calvário para as pessoas que habitam neste prédio municipal gerido pela Gebalis começou há anos e parece não ter fim à vista. A 15 de dezembro um homem de 47 anos que entrou em coma teve de ser retirado através de uma grua pelos bombeiros. A maioria dos moradores são idosos e precisam de fazer tratamentos com regularidade, algo que não acontece pelo menos desde o início deste mês. Para ver hoje no NOW.
Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos elege ainda as avarias nos elevadores das estações de metro como algumas das situações que é urgente melhorar.
Em entrevista exclusiva ao NOW, a vereadora socialista eleita por Lisboa referiu que o autarca "não deu nenhuma importância" ao primeiro relatório preliminar sobre o acidente do Elevador da Glória, que, "não sendo tão grave como" o segundo documento, "já apontava para falhas graves".
A socialista lembrou que houve "uma falha grave no equipamento público de uma empresa municipal detida a 100% e tutelada pela Câmara".
Há quem diga, em tom lúdico, que talvez ninguém tenha mudado tanto o curso da história como os historiadores. Mas tal é claramente um exagero. Trump aí está para o provar. Deus e o Diabo recebem, em 2025, na mesma folha de salários.
A primeira questão do PCP tem a ver com a abordagem desencadeada pela empresa municipal Carris, que tem como acionista único a CML, na fase de concurso público lançado em 2022.
Empresa adjudicou a componente de manutenção dos elevadores, em 2022, por metade do preço base fixado no concurso.
Custo das atividades de manutenção ultrapassou 24,6 milhões de euros no passado, um aumento de 32,7% em comparação com 2020, sublinhou a empresa.
"Tendo em conta a terrível tragédia que aconteceu em Lisboa" e em respeito pelas vítimas, é preciso "restaurar a confiança das pessoas nas infraestruturas da cidade".
A newsletter de quinta-feira
O descarrilamento do ascensor põe em causa o plano de manutenção da Carris. Empresa que venceu o concurso era estreante no setor e apresentou proposta por metade do preço-base. Carris diz que "exigências devem ser as adequadas de forma a não implicar uma limitação indevida da concorrência."
Autarca de Lisboa defendeu, em entrevista à SIC, no domingo à noite, que não há "nenhum erro que possa ser imputado a uma decisão" sua e que investimento na manutenção até aumentou no seu mandato. Não é isso que sugere o relatório de contas do Câmara. No caso dos elétricos, verba foi reduzida desde 2021.
Ascensor já havia descarrilado em 2018.