Justiça sueca condena 29 homens em caso de exploração sexual de uma mulher
O principal arguido recebeu quatro anos e cinco meses de prisão por proxenetismo agravado. O tribunal deu como provada a coerção, mas afastou a condenação por violação.
O principal arguido recebeu quatro anos e cinco meses de prisão por proxenetismo agravado. O tribunal deu como provada a coerção, mas afastou a condenação por violação.
A mulher, de 73 anos, prescindiu do anonimato e recorda numa entrevista à BBC como descobriu os horrores a que Dominique a sujeitava. Um crime que chocou França e não só.
Caroline Darian em entrevista à SÁBADO confessa que sabe que foi uma das vítimas de Dominique Pelicot. Acredita que as penas foram leves e que as vítimas não podem ter medo de denunciar.
A zona é frequentada e habitada por imigrantes do Bangladesh, que ocupam 90% do comércio local. Durante esta semana, testemunhámos tráfico de droga debaixo da nossa janela, consolámos a vizinha idosa que perdeu a reforma num assalto violento na rua. De madrugada, assistimos a revistas da polícia a suspeitos e pela manhã presenciámos os esforços da câmara de Lisboa para retirar os sem-abrigo do Martim Moniz.
Caroline Darian, filha de Dominique e Gisèle Pélicot, foi fotografada com roupa interior que não era sua. "E se isso foi o que aconteceu a muitas vítimas? Não acreditam nelas por não haver provas", questiona.
Um recurso "obrigaria Gisèle a um novo calvário, a novos confrontos, que Dominique Pelicot recusa", defendeu a advogada, sublinhando que para Dominique, de 72 anos, "é altura de pôr fim ao processo judicial".
Os 51 condenados têm até à meia-noite de segunda-feira para fazerem um pedido de recurso.
Dominique Pélicot, ex-marido da vítima e responsável por todo o esquema, drogou Gisèle durante quase uma década para que a mulher fosse violada por dezenas de estranhos que ele conhecia online. O homem filmava ainda os crimes.
Dominique Pélicot, acusado de drogar, violar a mulher e convidar outros homens para fazer o mesmo, referiu em julgamento: "Mesmo que ela não me ame mais, eu ainda a amarei".
"Violação é violação", afirmou Gisèle Pelicot em tribunal, assegurando que nunca deu o seu consentimento para as sessões de sexo com desconhecidos que o seu marido promovia depois de a drogar.
O arguido é suspeito de ter abusado sexualmente a sua mulher entre 2019 e 2022, depois de a ter drogado com Zolpidem (comprimidos de rápida ação para dormir) e de ter filmado as agressões.
O julgamento do caso está suspenso até segunda-feira devido a problemas de saúde alegados por Dominique Pelicot, 71 anos, principal acusado no processo.
Dominique Pélicot terá inclusive violado a mulher deste discípulo depois de lhe fornecer sedativos para permitir o crime.
Gisèle Pélicot afirmou que mal se reconheceu nas imagens e que estava completamente imóvel, recordando: "Eles olhavam para mim como uma boneca de pano, como um saco de lixo".