"Situação é muito mais grave". Ordem alerta que violência contra médicos supera casos relatados
No ano passado foram contabilizados 3.429 episódios de violência contra profissionais do SNS, mais 848 do que em 2024.
No ano passado foram contabilizados 3.429 episódios de violência contra profissionais do SNS, mais 848 do que em 2024.
Um inquérito divulgado em março pela ACSS concluiu que dois em cada três médicos que optaram por não entrar na formação especializada no último ano fizeram-no por não ter conseguido entrar na especialidade que pretendiam.
Luísa Ximenes, enfermeira diretora demissionária, recorda que a ministra da Saúde "sujeitou [o hospital] a duas administrações" e que "agora vem uma terceira".
Sindicatos falam em situação de "extrema gravidade" e atribuem responsabilidades ao Conselho de Administração e ao Governo.
A Direção Executiva do SNS avançou que dez conselhos de administração de ULS terminaram os seus mandatos no dia 31 de janeiro.
"Um médico tem que ir muito além da sua dimensão técnica", tem de ir também a uma "dimensão cívica, coletiva e uma dimensão política".
A Ordem refere que a sua proposta assenta no respeito rigoroso pelas competências de cada profissão e coloca o médico de família no centro das equipas multidisciplinares.
A proposta de acompanhamento de grávidas de baixo risco é toda ela uma linha vermelha para a Ordem dos Enfermeiros. "Não há divergência" com Ordem dos Médicos, que, no entanto, traça a sua linha mais adiante.
Nos centros de saúde onde não tenham médico de família.
Newsletter de segunda-feira.
O manifesto publicado pela Fundação Para a Saúde exige o regresso dos centros de saúde. "O esvaziamento da ideia do centro de saúde, começou com os agrupamentos dos centros de saúde", diz o antigo diretor-geral da Saúde, Constantino Sakellarides, que é signatário do documento.
Entre os subscritores estão o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, e a antiga ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira.
Carlos Cortes salientou a necessidade de “dar uma resposta [...] de qualidade e de segurança”.
O Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, considera que existem questões éticas e deontológicas a ter em conta no protesto dos médicos tarefeiros. A presidente da Federação Nacional dos Médicos, Joana Bordalo e Sá, atribui a "responsabilidade ética" ao Governo.
Urgências fechadas, grupos de WhatsApp para combinar inflação de preços, bases de dados suspeitas: como uma manobra orçamental de Sócrates viciou o SNS em prestadores e criou um negócio milionário para as multinacionais de recrutamento. Só este ano, até agosto, foram pagos €230 milhões. Uma única empresa já faturou €56 milhões, desde 2009.
Carlos Cortes afirmou que esta situação revela "as enormes dificuldades" e "as falhas permanentes" do ministério e da Direção Executiva do SNS (DE-SNS) em resolver a situação.