Ucrânia. Quatro anos de uma guerra que já fez quase dois milhões de vítimas e que não tem fim à vista
Apesar de um cessar-fogo parecer estar longe, está marcada mais uma ronda de negociações para esta quinta-feira.
Apesar de um cessar-fogo parecer estar longe, está marcada mais uma ronda de negociações para esta quinta-feira.
É a primeira vez que o presidente ucraniano fala num número concreto de baixas na frente de combate. Número de feridos ficou por conhecer para não dar informação à Rússia de quantos soldados foram mobilizados.
As operações ofensivas lançadas no início de junho pelas forças ucranianas, sem cobertura aérea, apresentam resultados aquém do esperado e implicaram um número de baixas insustentável para Kiev. A análise de João Carlos Barradas.
Yevgeny Prigozhin diz ter prendido um oficial russo cuja unidade terá atacado os seus homens.
Estados Unidos e a Alemanha vão enviar tanques para a Ucrânia. Os Países Baixos também mostraram disponibilidade. Mas além dos tanques, será necessário muito mais armamento.
No início do verão, Volodymyr Zelensky declarou que o país estava a perder entre 60 a 100 soldados por dia durante os combates na região de Lugansk.
O que uma guerra possa vir a trazer de ganho à custa de morte e sofrimento é impossível de antever. Mas os custos são já calculáveis. E também há quem obtenha já vantagens.
O início dos processos na Ucrânia por alegados crimes de guerra subsequentes à invasão de 24 de fevereiro tem sensíveis implicações políticas para o decurso do conflito.
Tropas russas começaram a recuar devido à contra-ofensiva ucraniana. O chefe dos serviços secretos ucranianos acredita que os combates vão terminar até ao fim do ano.
Os combatentes do Batalhão Azov, a ala ultranacionalista integrada no Exército da Ucrânia, e efetivos militares da Ucrânia estão cercados há mais de 75 dias.
Presidente da Rússia fala numa "geração de vencedores" e na importância da união dos povos soviéticos. Sobre a guerra na Ucrânia - sem nunca falar em guerra - diz que "o perigo estava a aumentar todos os dias" e que o país "teve que se defender".
"Foram registadas centenas de casos de violações, incluindo de meninas e crianças menores de idade. Até de um bebé! Só falar sobre isso é assustador", lamentou Zelensky.
Volodymyr Zelensky avisou que a Rússia podia vir a usar armas químicas. Estados Unidos dizem que não podem confirmar que tenham sido usado dispositivos desta natureza. Reino Unido vai investigar acusações.
As forças de segurança e os serviços secretos vão intensificar as suas patrulhas, enquanto se recomenda à população que seja "mais cautelosa" e que informe a polícia sobre a mínima suspeita.
Denis Pushilin, o líder dos separatistas russófonos de Donetsk, garante que o porto já não está sob controlo ucraniano.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos confirmou também 2.493 civis feridos, dos quais 233 são crianças. Já morreram 148 crianças