O Homem Extraordinário (Ou a Olívia Patroa)
A pergunta politicamente interessante é outra: Luís Neves-diretor da PJ aplicaria a Luís Neves-ministro os mesmos critérios que a instituição aplicou aos outros?
A pergunta politicamente interessante é outra: Luís Neves-diretor da PJ aplicaria a Luís Neves-ministro os mesmos critérios que a instituição aplicou aos outros?
Afinal somos todos cheganos? É que reagir com uma graçola de oportunidade a um episódio destes num órgão de soberania nivela tudo por esse patamar.
Luís Neves defendeu a sua honra. A das instituições é mais difícil de defender.
Ministro entrou em contradição com declarações passadas e apresentou versões estranhas de alguns factos
Ministro da Administração Interna foi acusado de enquanto diretor nacional da PJ ter andado “bastante tempo a guiar um Porsche que depois teve de ser devolvido a uma arguida"
A dirigente liberal reafirmou ainda que o ministro deve prestar esclarecimentos "não é no tempo que ele entende que é necessário, é no tempo mais rapidamente possível".
"Em qualquer fórum responderei a tudo e, quanto antes, terei uma conversa com os jornalistas relativamente a todos os pontos que estão em cima da mesa", disse.
Rita Alarcão Júdice diz não querer criticar "ninguém" por decidir falar quando tem "todos os elementos reunidos". E acredita que este caso não diminuiu a confiança dos portugueses na Polícia Judiciária.
Para o antigo líder do PSD, o caso de Luís Neves é mais nocivo para o Governo do que os problemas relacionados com os exames nacionais, que têm provocado pedidos de demissão do ministro Fernando Alexandre.
Portugal é um país sofisticado na arte da indignação seletiva. Temos uma balança para a incompetência dos adversários e outra, mais tolerante e almofadada, para as coincidências dos amigos.
Só um juiz pode autorizá-lo e Carlos Anjos, ex-inspetor da PJ, diz que em 40 anos não se lembra de um caso. Euclides Dâmaso, procurador-geral adjunto jubilado, diz o mesmo: “Não tenho memória disso. É um caso de grande melindre processual”. Rui Pereira, ex-MAI, diz que não se sabe ainda se PJ foi afastada da investigação
Na terça-feira, Luís Neves disse estar a reunir os documentos que considera importantes no âmbito das polémicas que têm sido conhecidas ao longos das últimas semanas.
O governante quis deixar um agradecimento público ao ministro da Administração Interna, sublinhando que o reconhecimento não resultava das circunstâncias políticas do momento, mas de uma questão de justiça.
Para o líder do PCP, até o próprio primeiro-ministro “já não conta bem” com os ministros da Educação e da Administração Interna.
António Leitão Amaro recusou ainda a ideia de que o Governo está em silêncio, dizendo que o primeiro-ministro falou no parlamento na quinta-feira.
Empresa que está a fazer obras na casa de Luís Neves e que fez obras na PJ está impedida de fazer obras enquanto não reativar o alvará.