Sábado – Pense por si

Maria Henrique Espada
Maria Henrique Espada
04 de agosto de 2026 às 23:00

Momentos de alegria para André Ventura, antes de ir de férias

Afinal somos todos cheganos? É que reagir com uma graçola de oportunidade a um episódio destes num órgão de soberania nivela tudo por esse patamar.

“É proibido. Mas pode-se fazer. Mas é proibido. Mas pode-se fazer. Só que é proibido. O que é que acontece a quem o faz? Nada. Mas é proibido”: a rábula dos Gato Fedorento envelheceu demasiado bem. No original aplicava-se à posição de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o aborto. Agora, serve perfeitamente para explicar a presente posição de Luís Neves sobre a sua própria carreira. É proibido fazer piscinas em área protegida. É. Sem licença? Também. Mas pode-se fazer. Só que é proibido. O que acontece a quem o faz? Nada. É proibido pagar em numerário acima de 3 mil euros? É. E de acima de mil euros, no caso de uma empresa. Proibidíssimo. Sabendo-se do evento, o que acontece? Nada? Mas é proibido. É proibido um atrelado com materiais apreendidos passar para um particular, sem um papel que o sustente? É proibido, de facto. O que é que acontece a quem o faz? Nada. Mas é proibido. 

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