Durão Barroso nomeado presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento
Durão Barroso substitui Nuno Morais Sarmento, que pediu demissão por motivos de saúde.
Durão Barroso substitui Nuno Morais Sarmento, que pediu demissão por motivos de saúde.
A abstenção atual não nasce da ignorância e indecisão, mas da desilusão e elevada exigência diária, incluindo a leitura e reflexão. A abstenção não corrige o sistema, torna-o mais pobre. Menor participação fragiliza a legitimidade democrática e amplifica, pelo fenómeno da dispersão de votos, os extremos, amiúde fortemente organizados e hierarquizados.
E essa gente está carregada de ódio, rancor e desejos de vingança, e não esquecem nem perdoam o medo e a humilhação que aqueles seus familiares (e, em alguns casos, eles próprios, apesar de serem, nessa altura, ainda muito jovens).
O ano de 2025 tem sido exigente para a Europa ao nível interno e externo e, mesmo com as baterias carregadas pelo tempo estival, será difícil esconder as dificuldades: apesar das aparências, tem havido mais desunião que união e, sem ela, o nosso futuro coletivo não será muito promissor.
E com a implosão da União Europeia, o que acontecerá a seguir será o fim do Estado de Direito e da Democracia, aquela que demorou séculos a ser construída.
Embora seja agora perfeitamente evidente que não há conquistas civilizacionais (sociais e políticas) irreversíveis, há que não entrar em desesperos e desânimos.
Vinte anos depois de tomar posse como presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso relata os bastidores da sua escolha, recorda os tempos que passou em Bruxelas e coloca-se de lado na corrida à Presidência da República, que diz ser a maior honra que um português pode ter.
Como já bastas vezes afirmei, a parte do sistema judiciário que constitui a maior causa de descrédito e desprestígio das instituições democráticas é o sub-sistema penal.
Seja para meios civis ou militares, o espaço é cada vez mais um domínio de conquista e concorrência entre estados. A UE procura posicionar-se. Dispõe de algumas joias da coroa, como os programas Galileo e Copernicus, mas enfrenta desafios. Para recuperar o atraso face aos seus concorrentes terá que superar a falta de investimento no setor e tornar o mercado interno mais funcional.
Em Estrasburgo, o presidente eleito do Conselho Europeu disse esperar “uma maioria que funcione ao serviço da Europa”.
Mélenchon e a Nova Frente Popular ganharam, mas ele não será primeiro-ministro, mesmo tendo o maior grupo parlamentar na coligação. O CV de ex-trotskista, ativista de extrema-esquerda e talvez antissemita é cadastro político. História de um altermundialista nascido em Tânger.
O presidente do Conselho tem passado o ano em manobras para impedir a reeleição de von der Leyen, ora apresentando-se a si próprio como alternativa possível para chefiar a Comissão, ora promovendo outras candidaturas como a do conservador grego Kyriakos Mitsotakis ou de Josep Borrell.
Não escapa a quem vota e a quem não vota nos 27 que o poder efectivo se firma na realidade dos estados para se impor ao nível transnacional da União Europeia.
Na União Europeia, o momento é de grande transição, seja ela ambiental, digital ou nas alianças internacionais. Rússia, China e Estados Unidos entram na equação e há dois momentos eleitorais que ainda podem alterar o xadrez mundial em 2024.
No Dia da Europa o jornalista João Carlos Barradas faz uma análise ao que se pode esperar dos futuros alargamentos da União Europeia e dos desafios que se lhes colocam.
A presidente da Comissão Europeia demonstrou essa posição durante o primeiro debate entre candidatos à presidência da instituição.