Os candidato presidenciais André Ventura e António José Seguro lamentaram esta quarta-feira as mortes na sequência da depressão Kristin e disseram que esperam poder visitar as zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
Seguro e Ventura debatem nas Presidenciais, num confronto televisivoAP Photo/Armando Franca
"Acho que devemos todos lamentar [as vítimas mortais]", afirmou o presidente do Chega, que falava aos jornalistas antes de participar num encontro com estudantes da Universidade Lusíada, em Lisboa. "Queria deixar aqui às famílias, aos amigos, aos afetados um abraço de solidariedade, de força".
"Não sendo Presidente, sendo candidato a Presidente da República, tenho seguido com atenção o que está a acontecer no País e já falei com alguns presidentes de Câmara das regiões mais afetadas", começou por dizer aos jornalistas António José Seguro à margem de uma ação de campanha com personalidades da Cultura, em Lisboa. "Expresso as minhas condolências às famílias das vítimas", disse Seguro aos jornalistas à margem de uma ação de campanha com personalidades da Cultura, em Lisboa.
Ventura recordou que há pessoas "que perderam muito património e que ficaram muito afetadas, sobretudo na zona Centro do país". Além da nota de solidariedade para com as populações afetadas, afirmou que espera, nos próximos dias, poder visitar algumas das pessoas afetadas, perceber "o que aconteceu e estar ao lado destas famílias", sem com isso "atrapalhar o trabalho das forças de proteção civil".
"Gostava de lhes deixar esse abraço de solidariedade pelo drama que ocorreu e também a todas as forças de segurança, proteção civil, bombeiros, polícia, transportes, manutenção. Todos aqueles que estiveram de prevenção esta noite e que permitiram que os danos não fossem tão grandes como aqueles que poderiam ter sido", afirmou.
André Ventura irá estar em campanha na quinta-feira nos distritos de Leiria e de Coimbra, alguns dos mais afetados pela passagem da depressão Kristin.
Questionado sobre a possibilidade de adaptar a campanha para ir visitar alguns dos locais afetados, também Seguro disse que estava "a ponderar" e defendeu que a responsabilidade de um Presidente da República "é acompanhar ao minuto, ao segundo, diria mesmo, esta situação e pôr-se à disposição para poder ajudar a contribuir para que de facto exista uma rápida regularização da situação".
Questionado se isso deverá feito de forma discreta, o candidato apoiado pelo PS respondeu: "o País tem um sistema de proteção civil articulado que responde a estas situações e, tanto quanto eu sei, esse sistema está a funcionar. Isso é positivo, deixemos as pessoas que estão a trabalhar a fazer o seu trabalho".
Sobre se achava que o chefe de Estado deveria estar mais presente nestes momentos, o candidato apoiado pelo PS defendeu que, neste momento, "a Proteção Civil e os autarcas estão só focados em proteger as suas populações e aquilo que é o património e rapidamente criar condições para que se volte à normalidade".
"Neste momento o meu contacto tem sido com os autarcas e com algumas pessoas que conheço e que estão mais próximas desses lugares", respondeu quando questionado se tinha contactado o Governo sobre o meu tempo.
Para Seguro, a preocupação neste momento "é limitar os estragos, apoiar as vítimas e consolar, na medida do possível, os familiares das vítimas mortais a lamentar".
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