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Proteção Civil registou mais de 3.300 ocorrências "nas últimas horas" devido à depressão Kristin

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Pelas 12h30 desta quarta-feira ainda havia cerca de 590 mil clientes afetados pela falta de energia.

A Proteção Civil registou "nas últimas horas" cerca de 3.300 ocorrências. A informação foi avançada esta quarta-feira pela própria autoridade em conferência de imprensa, que explicou que "este número está a ser muito dinâmico com uma evolução muito rápida".

Proteção Civil regista 3.300 ocorrências devido à depressão Kristin
Proteção Civil regista 3.300 ocorrências devido à depressão Kristin CARLOS BARROSO/LUSA

Nas últimas horas foram registadas "queda de árvores, queda de infraestruturas, inundações e limpezas de via", segundo Daniela Fraga, adjunta do Comando de Operações, e as zonas mais afetadas foram a "sub-região de Leiria, a sub-região de Lisboa, a sub-região da Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Aveiro e a sub-região de Coimbra". Segundo Nuno Lopes, do IPMA, tratou-se de "uma situação rara". 

Foi, aliás, em Leiria e Vila Franca de Xira que se: uma deveu-se à queda de uma árvore sobre um veículo e a outra à queda de uma infraestrutura. Na mesma conferência, a Proteção Civil lamentou o sucedido e deixou "condolências à família das vítimas mortais".

Apesar de a Proteção Civil estar reunida com outras entidades, nomeadamente com a GNR, "ainda existem muitos constrangimentos, nomeadamente nas comunicações, nas vias rodoviárias, na distribuição de rede elétrica", segundo Daniela Fraga. Somam-se ainda "árvores caídas e danos em infraestruturas, quer habitacionais quer (...) em postes elétricos".

Sobre os cortes de energia, o presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, destacou que no princípio da madrugada havia "cerca de um milhão de clientes afetados" pela falta de energia elétrica e que pelas 12h30, haviam cerca de "590 mil" afetados. Apesar disso, sublinhou que o impacto desta tempestade foi "minimizado" devido aos "avisos difundidos à população" - foram enviadas "mais de seis milhões de mensagens" - e à "postura prudente por parte da população".

Segundo Nuno Lopes, do IPMA, nas próximas horas haverá uma "melhoria do estado do tempo", porém, haverá "agravamentos para o final do dia de hoje".

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