O Governo selecionou a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.
A TAP deu esta quarta-feira as boas-vindas à alemã Lufthansa, escolhida pelo Governo para a privatização parcial da transportadora nacional, e acredita que irá beneficiar da dimensão do novo acionista, de acordo com um comunicado.
TAP acredita que vai beneficiar com a dimensão da alemã LufthansaArmando Franca / Associated Press
Na nota, a TAP "dá as boas-vindas ao Grupo Lufthansa", indicando que a sua futura entrada no capital da transportadora "permitirá à companhia beneficiar da dimensão e experiência de um grupo internacional de referência, reforçando as suas oportunidades de desenvolvimento e a sua posição nos mercados em que opera".
O Governo selecionou hoje a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.
A TAP lembrou que a proposta selecionada "contempla a preservação da marca, da sede em Portugal, do 'hub' em Lisboa, bem como o desenvolvimento da operação no Porto, a expansão da frota e a relevância da área de Manutenção & Engenharia".
Por outro lado, indicou, no mercado transatlântico, a TAP irá beneficiar das "oportunidades decorrentes da futura integração na 'joint venture' A++ no Atlântico Norte, reforçando a sua competitividade e criando novas perspetivas de crescimento".
A companhia destacou que esta "constitui uma etapa importante do processo de reprivatização, que prosseguirá com a assinatura dos acordos contratuais" e a obtenção das "necessárias aprovações regulatórias, até à conclusão da operação".
"A TAP chega a este momento depois de um percurso exigente, marcado por profundas transformações e pelo esforço e dedicação dos seus trabalhadores, a quem quero deixar uma palavra especial de reconhecimento", disse Carlos Oliveira, Presidente do Conselho de Administração da TAP.
A decisão "abre uma nova perspetiva para o futuro da companhia", destacou, apontando que mais do que "a entrada de um novo acionista, importa assegurar que esta parceria se traduz em oportunidades concretas de crescimento, numa TAP mais forte e competitiva e na criação de valor para Portugal".
A decisão, anunciada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, foi tomada em Conselho de Ministros, após a análise das propostas vinculativas finais melhoradas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa, os dois grupos que chegaram à fase decisiva da privatização da companhia aérea portuguesa.
"Com esta decisão, o Governo concluiu com sucesso a primeira fase da privatização da companhia aérea", referiu Montenegro.
O primeiro-ministro destacou ainda que ambas "as propostas eram robustas e muito equivalentes", sublinhando que asseguravam o reforço do 'hub', a manutenção das rotas dos países lusófonos, bem como "o respeito pelos trabalhadores e sustentabilidade financeira [da TAP] a médio e longo prazo".
Na escolha pesou, sobretudo, a proposta financeira da Lufthansa, superior em 163 milhões de euros à da Air France-KLM, tendo sido também avaliados os investimentos associados, nomeadamente na frota, e o modelo de governação proposto.
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