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A politóloga Susana Salgado alerta para o impacto nocivo do excesso de sondagens, que acaba por beneficiar quem vai à frente, mesmo que não seja quem reúne mais apoio real.
Com 11 candidatos na corrida - o número mais elevado de sempre - a percentagem de indecisos para as presidenciais deste domingo mantém-se elevada, em torno de 20%. Têm sido muitas as sondagens sobre as intenções de voto, mas nem sempre vêm ajudar a esclarecer. "Excesso de divulgação de sondagens é muito negativo na campanha", diz a politóloga Susana Salgado.
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'Sondagens podem não corresponder à realidade, mas acabam por influenciar a realidade'
"Pode influenciar também o voto útil, neste caso, prejudicando os candidatos menos bem posicionados nas sondagens, que não quer dizer que sejam necessariamente aqueles que recolhem menos apoio real, mas depois beneficiam ou poderão beneficiar mais aqueles que têm mais vantagens nas sondagens, ou aqueles que aparecem como melhor posicionados nas sondagens. O problema disto tudo é que, obviamente, as sondagens podem não corresponder à realidade, mas acabam por influenciar a realidade. Isto devia ser mais pensado", alertou, em entrevista ao programa do Negócios no canal NOW.
A investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa considera que a dispersão de candidatos "é claramente um reflexo da política portuguesa atualmente, em que, como sabemos, os maiores partidos perderam força e apoiantes de novas forças políticas, novas ideias ganharam terreno. Ou seja, a própria política portuguesa está mais fragmentada", explicou.
Susana Salgado, autora do livro "Os Candidatos Presidenciais (Construção de Imagens e Discursos nos Media)", dedica-se ao estudo do populismo e da desinformação, entre outros temas, e diz que as redes sociais estão a ter um papel relevante na campanha. "Os algoritmos das redes sociais aumentam a visibilidade de determinados conteúdos, nomeadamente aqueles que têm um maior potencial para prender a atenção, para chocar, ou para ativar mais emoções, mais reações nos utilizadores", aponta. Isso faz com quem as mensagens passem a ser, muitas vezes, adaptadas a essa lógica: "Isto leva, por um lado, a dar mais visibilidade a mensagens mais radicais e, por outro lado, levou alguns dos candidatos também a adaptar as suas mensagens a essa lógica que pode também radicalizar o próprio debate político, no fundo puxando mais para uma maior polarização".
Com estudos a apontarem para a possibilidade de manipular algoritmos para gerar apoio a candidatos ou ideias, "é de admitir que ao influenciar a perceção dos eleitores sobre determinados temas, sobre determinados candidatos, as redes sociais possam também influenciar o voto".
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