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Quem é Cláudia Sarrico, a secretária de Estado que tem uma casa em Paris de €1.100.000?

A secretária de Estado para o Ensino Superior integrou a OCDE entre 2015 e 2025.

Cláudia Sarrico é secretária de Estado do Ensino Superior desde junho de 2025, antes disso desempenhou funções na OCDE e é professora catedrática na Universidade do Minho.  

Cláudia Sarrico, Secretária de Estado do Ensino Superior, tem casa em Paris e recebe apoio à renda em Lisboa
Cláudia Sarrico, Secretária de Estado do Ensino Superior, tem casa em Paris e recebe apoio à renda em Lisboa DR

Foi noticiado pela esta manhã que a governante, até agora bastante discreta, tem uma casa em Paris com o valor patrimonial de €1.100.000 ao mesmo tempo que recebe apoio à renda em Lisboa, não é no entanto conhecido se detém o imóvel na totalidade ou em conjunto com o marido, Julian Tice, que há dez anos é analista na Cooperação e Desenvolvimento Económico, com sede em Paris. Cláudia Sarrico tem ainda casas em Braga e Aveiro, segundo a declaração entregue na Entidade para a Transparência. 

Segundo o perfil publicado no site do , Cláudia Sarrico é doutorada em Estudos Industriais e Empresariais, ramo de Investigação Operacional, pela Warwick Business School, University of Warwick, em Inglaterra, e licenciada em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade de Aveiro. 

No ramo da academia, Cláudia Sarrico integra o Departamento de Gestão da Escola de Economia, Gestão e Política da Universidade do Minho e anteriormente foi professora associada com agregação no ISEG Lisbon School of Economics & Managemente da Universidade de Lisboa e professora auxiliar na Universidade de Aveiro. Tem cerca de 40 artigos publicados em revista científicas internacionais e os seus interesses de investigação são a gestão do desempenho na educação, no ensino superior e na investigação.  

Entre 2015 e 2021, desempenhou funções como Analista Principal de Políticas de Ensino Superior na OCDE e entre 2023 e 2025 liderou o Observatório de Carreiras em Investigação e Inovação, uma iniciativa conjunta da Comissão Europeia e da OCDE.  

Cláudia Sarrico atuou ainda como consultora para instituições nacionais, incluindo a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Conselho nacional de Educação, Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Francisco Manuel dos Santos.  

A sua governação tem sido marcada pela defesa do descongelamento das propinas e alteração do modelo de acesso ao ensino superior, já em 2022 a secretária de Estado defendia que o valor das propinas em Portugal é “baixíssimo” defendendo o aumento das mesmas, algo que o atual ministro da Educação também já defendeu várias vezes. Fernando Alexandre viu o Parlamento vetar o aumento das propinas para 710 euros, pelo menos no próximo ano letivo.  

Num artigo de opinião publicado no Observador, a 20 de dezembro de 2022, Cláudia Sarrico escreveu que “as propinas de licenciatura são baixíssimas, muito menos do que se paga pelo infantário dos miúdos”. Assim, defendeu que “os alunos devem pagar uma contribuição para fazer os seus estudos no ensino superior através de empréstimos cujo pagamento corresponde a uma percentagem do seu rendimento futuro, e pago através de uma dedução no seu salário, tal como o IRS e as contribuições para a Segurança Social. Este tipo de solução permite mais eficiência e equidade no ensino superior”.  

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