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PSD/Congresso: PCP acusa sociais-democratas de fingirem não perceber a derrota do pacote laboral

PCP diz que luta pelos direitos dos trabalhadores vai continuar e que o Governo, "se persistir nestas políticas, vai continuar a acumular derrotas".

O PCP acusou hoje o PSD de fingir não perceber a derrota no chumbo do pacote laboral e de promover uma política que em todas as dimensões da sua governação ataca os direitos dos trabalhadores.

Congresso PSD
Congresso PSD PAULO NOVAIS/LUSA

No final do 43.º Congresso do PSD, que terminou hoje em Anadia, no distrito de Aveiro, o dirigente do comité central Belmiro Magalhães frisou que os sociais-democratas "fingem não perceber a dimensão desta derrota, as suas implicações e as causas".

"O PSD promove uma política que em todas as dimensões da sua governação ataca os direitos dos trabalhadores, agrava as injustiças e conduz o país para mais desigualdades sociais, com uma agenda ao serviço dos grandes interesses económicos e financeiros", disse.

Acusando o Governo de maioria PSD de, a cada problema, "criar uma nova oportunidade de negócio", Belmiro Magalhães disse que a luta pelos direitos dos trabalhadores vai continuar e que o Governo, "se persistir nestas políticas, vai continuar a acumular derrotas".

"Neste congresso, parece que o PSD não aprendeu a lição da derrota do pacote laboral e a força imensa da luta do povo e dos trabalhadores portugueses, que, com a sua persistência e intensidade levou os que queriam votar a favor [daquela legislação] a votar contra a proposta do Governo", sublinhou.

O dirigente do PCP mostrou-se preocupado com "um conjunto de opções que estão a ser concretizadas na saúde, na educação, nos transportes públicos, que apontam no sentido negativo de agravamento das injustiças e são contrárias ao interesse nacional.

O 43.º Congresso do PSD terminou hoje no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, com a eleição da Comissão Política Nacional do PSD e o discurso do líder Luís Montenegro.