"No dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra", afirmou.
O presidente do PSD pediu hoje aos portugueses que "não se deixem enganar" pelo Chega, sem referir o nome do partido, avisando que "baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã".
Luís Montenegro no final do CongressoPAULO NOVAIS/LUSA_EPA
No discurso de encerramento perante o 43.ª Congresso do PSD, que decorreu no Velódromo de Sangalhos em Anadia (distrito de Aveiro), Luís Montenegro reafirmou o compromisso expresso na sua primeira campanha eleitoral para as legislativas de que se demitiria caso tivesse de baixar as pensões.
"Este é mesmo um princípio e um valor inegociáveis: cuidar do bem estar de quem cá está, mas cuidar também dos vindouros é um principio que, do nosso ponto de vista, é inegociável", afirmou, numa referência à negociação da lei laboral que acabou chumbada com os votos da esquerda e do Chega.
Tal como já tinha afirmado no dia da reprovação do diploma do Governo, Luís Montenegro fez questão de repetir que para o PSD e para si, em particular, as pensões são sagradas.
"Não aceito e não deixo a troco de nada que se faça o que quer que seja que ponha em causa o pagamento das pensões, hoje e no futuro. A esse propósito, quero também dizer aos portugueses que não se deixem enganar: baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã", avisou.
O presidente do PSD recordou que, ainda antes de ser investido nas funções do primeiro-ministro, fez uma declaração em campanha eleitoral sobre este tema, "de forma solene e categórica".
"No dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra", afirmou.
Montenegro fez apenas esta breve referência ao que se passou no parlamento na sexta-feira no seu discurso de encerramento do 43.ª Congresso do PSD, antes de dedicar o grosso do discurso a medidas para o país, a que se referiu como "decisões e novas transformações estratégicas e estruturantes".
Montenegro avisa que baixar idade das reformas hoje seria cortar pensões amanhã
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