Professores procuram-se: 24% das vagas ficaram por preencher

Professores procuram-se: 24% das vagas ficaram por preencher
Sara Capelo 27 de setembro

Cerca de um quarto dos lugares nos cursos de Ensino Básico não tiveram candidatos. Vagas transitam para segunda fase. É um sintoma da falta de interesse na profissão, avisa Mário Nogueira.

Pode ser mais um sinal da crise de vocação: na primeira fase do ensino superior, 24% dos lugares dos cursos de ensino básico ficaram por preencher. Em 795 vagas, 191 não tiveram candidatos. O curso do Politécnico de Portalegre não teve candidatos para as 22 vagas. Na licenciatura oferecida pelo Politécnico da Guarda só houve um aluno colocado (há ainda 24 vagas para a segunda fase). E em Bragança há 46 das 50 vagas para ocupar. 

Em escolas mais do litoral, onde há mais vagas, como o Politécnico de Lisboa (92), Leiria (59) ou Porto (52) já não há vagas para a segunda fase. 

Este é um sintoma que tanto o sindicalista Mário Nogueira como o responsável pela Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE), Manuel Pereira, já adivinhavam numa conversa com a SÁBADO dois dias antes da saída das listas de entrada no ensino superior, este domingo, 26. Falavam então na falta de motivação para se ser professor em Portugal. E isso está a levar à falta de professores nas escolas.

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