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Pelo menos 317 escolas encerraram devido às tempestades que atingiram Portugal

Lusa 18:58
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No total, terão sido afetados cerca de 61.500 alunos.

Pelo menos 317 escolas estiveram encerradas na sequência das tempestades que atingiram Portugal no final de janeiro e início de fevereiro, segundo um inquérito divulgado esta sexta-feira pela Missão Escola Pública.

Tempestades em Portugal causam encerramento de escolas e afetam alunos
Tempestades em Portugal causam encerramento de escolas e afetam alunos Direitos Reservados

Segundo os resultados do inquérito, conduzido entre 15 de fevereiro e 12 de março, entre as 224 respostas - que representam 28% do universo nacional - 156 diretores referem que o seu agrupamento foi afetado pelas intempéries.

Ainda assim, muitas escolas conseguiram manter-se abertas apesar do impacto da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, mas houve pelo menos 317 escolas que tiveram de encerrar, e em alguns agrupamentos nenhum dos estabelecimentos foi poupado.

No total, terão sido afetados cerca de 61.500 alunos, número que a Missão Escola Pública (MEP) estima ser significativamente superior, considerando os restantes agrupamentos que não responderam ao inquérito.

A maioria dos diretores foi obrigada a fechar portas por determinação preventiva das autoridades, mas também por situações de falta de energia elétrica, falhas de comunicações e no abastecimento de água.

Em alguns casos, a passagem das tempestades deixou os acessos exteriores comprometidos, danos estruturais no edifício, havendo ainda o risco de queda de estruturas.

Após esse período, 20,1% dos diretores inquiridos disse ter adotado medidas de mitigação da perda de aprendizagens, centradas, sobretudo, na planificação das aulas, reprogramação de avaliações e reforço do apoio educativo.

Além daquelas que foram forçadas a encerrar, a maioria das escolas afetadas pelo mau tempo registou infiltrações significativas, queda de árvores ou muros, danos em coberturas ou estruturas, ou inundações em salas e outros espaços.

Registaram-se também danos elétricos, acessos exteriores comprometidos e danos em equipamentos informáticos e a esmagadora maioria (92,3%) ficou a necessitar de reparações.

À data da realização do inquérito, perto de metade dos agrupamentos com necessidade de reparações ainda aguardava o início das intervenções.

Alguns agrupamentos relataram fragilidades pré-existentes e referiram que, antes da passagem das depressões, já careciam de intervenções estruturais, havendo 30 agrupamentos sem obras significativas há mais de duas décadas.

Cerca de 70% dos diretores inquiridos referem que antes das intempéries, as suas escolas já careciam de intervenção estrutural.

"As tempestades não criaram um problema estrutural novo - expuseram e agravaram fragilidades acumuladas no parque escolar público", refere a MEP em comunicado.

No dia em que o Presidente da República, António José Seguro, termina a primeira Presidência Aberta do mandato, dedicada às regiões mais afetadas pelo mau tempo, o movimento de professores sublinha a necessidade de estender os apoios às escolas.

"As infraestruturas escolares não podem permanecer à margem desta resposta, sob pena de se comprometerem condições básicas de segurança e funcionamento, bem como a equidade entre os alunos", defendem.

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