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Passos Coelho diz que "PSD tinha a obrigação de explorar entendimento com CDS, Chega e IL"

O ex-primeiro-ministro diz que "não está candidato a nada", deixou críticas aos Governos de António Costa e deixa recados ao Executivo liderado por Luís Montenegro.

Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro de Portugal, considera que "o PSD tinha a obrigação de explorar um entendimento com o CDS, Chega e Iniciativa Liberal", depois das eleições de 2024. "Não que fosse fácil um entendimento, mas era importante tentá-lo", disse este domingo numa entrevista à SIC Notícias. "Os governos para poderem transformar alguma coisa precisam de apoio do país e do parlamento. É difícil mudar as coisas sem ter força política", acrescentou. 

Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro de Portugal
Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro de Portugal Estela Silva / Lusa

Na entrevista, Passos Coelho foi também deixando críticas aos Governos liderados por António Costa, mas também ao atual executivo liderado por Luís Montenegro.

"O António Costa esteve quatro anos no seu primeiro Governo, após o entendimento com PCP e BE, esteve quatro anos a gerir os apoios e o dia-a-dia. É muito difícil convencer hoje as pessoas no PSD a não seguir esse caminho. As pessoas acham que é assim que se chega lá. [Que pessoas?] As pessoas que estão no Governo, valha-me Deus. Os dirigentes acham que é assim que se faz - dar um bocadinho aos reformados, baixar o IRS, aqui e acolá, distribuindo margens que se possa ter de cada ano", criticou.

O PSD tinha a obrigação de explorar um entendimento com o CDS, Chega e Iniciativa Liberal. Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro de Portugal

Sobre um possível regresso à vida política ativa, Pedro Passos Coelho disse "não estar candidato a nada, não estou a preparar nenhuma candidatura, se estivesse, dizia-o". "Se tivesse de equacionar um regresso à política ativa, tinha a obrigação e a possibilidade de fazer alguma coisa que não está a ser feito. Mas espero que o PSD seja bem-sucedido. Deixou-se cair numa armadilha da qual devia tentar sair e não faz sentido andar nesta posição de espera, as pessoas não percebem", sublinhou.

"Se tivesse de equacionar uma possibilidade dessas, caso o PSD visivelmente não tivesse a possibilidade de entregar um resultado satisfatório face ao que o país precisa. Se vier a acontecer, ponderarei e tomarei a iniciativa. Não é confortável a ideia de regressar. Cumpri a minha missão, estou bem com a minha consciência, não ando à procura de protagonismo especial, procuro responder ao que as pessoas vão pedindo", acrescentou sobre o tema do regresso à vida política.