O primeiro-ministro disse esta segunda-feira que mantém a confiança no ministro da Educação após a polémica na correção dos exames nacionais e falou num aproveitamento da situação de quem deseja que as coisas corram mal.
O primeiro-ministro, Luís MontenegroLusa
"Os ministros, como os secretários de Estado, como o primeiro-ministro, estão no Governo para resolver problemas, não é para se queixarem dos problemas, nem é para esmorecerem quando eles aparecem (...). Todos estão sob uma pressão diária e estando no Governo é porque têm competência para encontrar as soluções para os problemas", disse Luís Montenegro.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura do auto de consignação da Estrada Nacional EN 222 -- A32/IC2 (nó de Canedo/Serrinha), em Castelo de Paiva, distrito de Aveiro.
Questionado pelos jornalistas, o chefe do executivo disse entender o estado da ansiedade dos estudantes e das famílias, mas referiu que não é preciso agravá-lo, assustando as pessoas.
"Infelizmente, ao longo de um percurso de mudança, há sempre alguns imprevistos e dificuldades técnicas, e sempre alguns aproveitamentos que tentam exacerbar, quase mesmo desejar que as coisas corram mal", observou.
O primeiro-ministro assegurou que este desenvolvimento processual é delicado, mas está a ser feito com muito profissionalismo por parte dos professores que corrigem as provas e de todos aqueles que estão a intervir e a monitorizar o sistema.
"Estamos a fazer tudo aquilo que é possível fazer para garantir o cumprimento do calendário e da normalidade e da tranquilidade dos estudantes e das suas famílias", concluiu.
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