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Ministra defende que alterações à lei laboral visam "romper com a ideologia do empobrecimento"

Rosário Palma Ramalho responsabiliza o PS pelo "atual estado do país".

A ministra do Trabalho defendeu esta quinta-feira que a reforma laboral pretende "romper com a ideologia do empobrecimento", de modo a que "o trabalho seja mais produtivo e as empresas mais competitivas", responsabilizando o PS pelo "atual estado do país".

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho Lusa

"Esta é uma reforma para romper com a ideologia do empobrecimento que nos trouxe até aqui e para relançar o país", afirmou a ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante a sua intervenção inicial do debate, na generalidade, da proposta de lei de revisão da legislação laboral, que decorre hoje na Assembleia da República.

Segundo a governante, a proposta visa "reforçar direitos", mas "também garantir que o trabalho seja mais produtivo e as empresas mais competitivas", dado que esse é o "único caminho" para "pagar melhores salários", defendeu, lembrando que o nível salarial do país está 35% abaixo da média europeia.

Palma Ramalho disse que o executivo liderado por Luís Montenegro "recusa cair nas armadilhas do passado", considerando "um erro exigir maior convergência com os salários e as condições de vida do resto da Europa, mas rejeitar as lições que a Europa nos oferece para atingir esse objetivo".

"E é um erro diabolizar o mundo empresarial", vincou.

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