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Mariana Leitão diz que Governo "encomendou a verdade" sobre Segurança Social para "decidir não a usar"

Lusa 15 de setembro de 2026 às 12:52
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Presidente da IL considera ainda que os portugueses devem ser tratados como adultos.

A presidente da IL defendeu esta terça-feira que o Governo "encomendou a verdade" sobre a Segurança Social para "decidir não a usar", argumentando que "não se pode dar a esse luxo" e que os portugueses devem ser tratados como adultos.

Mariana Leitão, líder da IL
Mariana Leitão, líder da IL Lusa

Mariana Leitão discursava no encerramento dos trabalhos das jornadas parlamentares da IL, no Porto, sobre o estudo encomendado pelo Governo a um grupo de trabalho coordenado pelo economista Jorge Bravo para avaliar a sustentabilidade da Segurança Social.

"O Governo encomendou o estudo, pagou o estudo, esperou ano e meio pelo resultado e o que é que fez? Quando o recebeu arrumou-o numa gaveta e prometeu que não vai mexer no sistema durante esta legislatura. Encomendou a verdade para depois decidir não a usar", acusou.

A líder da IL afirmou que a conclusão do grupo de trabalho, "nem todos gostam de o dizer, mas é óbvia": "O tal excedente que toda a gente andava a falar é, no fundo, uma ilusão".

Para a presidente do partido, o país "não se pode dar a esse luxo", porque "quem hoje tem 20, 30 ou 40 anos tem o direito de saber, com números reais, com que sistema vai poder contar quando chegar a sua vez".

Mariana Leitão defendeu que saber esses dados sobre a Segurança Social é "tratar os portugueses como adultos" e que "o que o Governo está a fazer é exatamente o contrário".

Para fechar dois dias de jornadas parlamentares centradas na necessidade de reformar o país, a presidente da IL definiu que o partido se vai centrar nos próximos meses em apresentar reformas para o Estado, a Justiça, pensões, impostos e Segurança Social.

"Há um partido disposto a fazer aquilo que os outros adiam há décadas e a fazê-lo com propostas concretas sustentadas em dados testadas com sucesso em outros países e que nós sabemos que funcionam e que fazem a diferença na vida das pessoas", frisou.

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