Levámos o cão ao congresso do PAN

Luís Pedro Cabral 10 de junho

Pela primeira vez, o partido abriu a reunião aos media. Os animais, porém, ficaram lá fora. Foi pena, o Barack foi lá de propósito. Mas ganhou uma suite e festinhas no lombo.

Meio-dia e tal. Não era tarde, nem era cedo. Para o Barack, era igual ao litro da água que corria nos fontanários ornamentadíssimos do jardim frente ao Hotel dos Templários, em Tomar, que por acaso também tinha umas flores apetitosas.

Decorria o VIII Congresso do Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que desde logo suscita sérios lapsos de memória no que se refere aos outros sete, já que este foi o primeiro aberto à comunicação social deste nouvel partido do espetro político português, fundado em 2009. Enquanto partido, prefere deixar pegada ideológica ambígua. O PAN não se assume de esquerda ou de direita, nem de algum dos interstícios políticos. É, assumidamente, pela natureza. E pelos animais. Como reagiria o PAN à presença do golden retriever supercool a atirar para o pachola, ativista da sombra e da siesta? Veríamos.

Toda a gente sabe que estas coisas atrasam sempre. Para além disso, o tempo de um cão não se mede pelas horas, assim como a sua idade cósmica. Barack só não foi Obama porque no registo acharam que mais valia evitar um conflito diplomático, ainda que a sua ninhada (tem dois anos) correspondesse ao período em que os EUA se encontravam na idade das trevas, que é o que dá quando se elege um Presidente com apelido de torre, tendo não apenas o QI como o nome próprio de um pato. Para nos reconduzir ao que interessava: os animais.

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