“A aplicação do contrato coletivo de trabalho dos jornalistas, nas condições em que a empresa ainda se encontra, representará o fim do projeto que ambicionámos, a colocação de mais jornalistas no desemprego e quiçá a entrega dos nossos títulos a interesses estranhos à liberdade de imprensa”, alerta o CEO.
A 20 de maio, em plenário, os jornalistas do Jornal de Notícias decidiram intentar uma ação judicial contra a empresa e solicitar uma ação inspetiva à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), alegando incumprimento do Contrato Coletivo de Trabalho.
O Contrato Coletivo de Trabalho dos jornalistas não está a ser cumprido no JNDR
Na passada sexta-feira, 29 de maio, numa missiva dirigida aos jornalistas, Domingos Andrade, CEO da Notícias Ilimitadas (NI), empresa que detém o JN, O Jogo e a TSF, lamentou a decisão dos trabalhadores.
E alertou: “Levar a empresa para um processo judicial é o princípio do fim quando começamos a pôr a cabeça de fora das águas turvas em que mergulhámos há dois anos. Parece que nos esquecemos. Mas sobretudo parece que nos esquecemos de que lutámos tanto estes anos para nada. Há um sentimento de perda.”
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