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Incêndios: Fogo em Vouzela já queimou 13 mil hectares e é o mais preocupante

O incêndio em Vouzela está a propagar-se a uma velocidade média de 765 metros por hora, ou seja, 600 hectares hora.

O incêndio de Vouzela continua o mais preocupante no país depois de ter queimado 13 mil hectares, pelo que agrega os meios de combate enviados pela Europa, disse este sábado o comandante nacional de Proteção Civil.

PAULO CUNHA/LUSA

"O fogo de Vouzela continua o mais complexo", reconheceu Mário Silvestre na conferência da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia, adiantando que também são preocupantes um incêndio em Póvoa de Lanhoso e outro em Santo Tirso.

O incêndio em Vouzela, cujo combate "está a ser positivo", segundo o comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, está a propagar-se a uma velocidade média de 765 metros por hora, ou seja, 600 hectares hora.

"Reforço que o facto de estarmos neste momento a ter sucesso nestas operações não significa que não possamos ter um revés atendendo às condições meteorológicas extremamente complexas, nomeadamente ao vento forte que esperamos a partir das 20h00", alertou.

O incêndio congrega os meios enviados através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, nomeadamente 118 operacionais, 43 veículos e um avião Canadair de Espanha.

"Dois aviões Canadair de Itália irão operar amanhã [domingo], disse, referindo que chegarão ainda hoje à base aérea de Beja.

O responsável referiu que entre a meia-noite e as 17h00 de hoje foram registados 58 incêndios, 16 dos quais à noite, estando atualmente ativos aqueles três incêndios graves.

"Estão ainda 38 [incêndios] em vigilância, conclusão e em resolução, que estão a empenhar 821 operacionais, 259 veículos e dois meios aéreos", adiantou.

Mário Silvestre sublinhou também a necessidade de as populações seguirem as instruções das autoridades e manterem-se afastadas das zonas dos incêndios, referindo já ter havido alguns incidentes, e sublinhou que usar drones nas áreas de fogo implica que os meios aéreos não possam operar e sejam retirados do local.

"É crítico e é desejável que não utilizem drones na zona de incêndios, porque isto tem causado constrangimentos significativos às operações aéreas no âmbito do combate aos incêndios", avisou, pedindo também às pessoas para se afastarem das zonas de aterragem e reabastecimento dos meios aéreos e evitarem as estradas próximas do incêndio.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na sexta-feira que Portugal acionou o mecanismo europeu e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.

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