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Homem acusado de abusos sexuais da enteada em Torres Vedras

Arguido está acusado de 20 crimes de abuso sexual de crianças agravado na forma consumada, três crimes de abuso sexual de crianças agravado na forma tentada e outros dois crimes de abuso sexual de menores dependentes agravado na forma tentada.

O Tribunal de Loures vai iniciar a 19 de outubro o julgamento de um homem acusado de praticar crimes de abuso sexual sobre uma adolescente sua enteada no concelho de Torres Vedras.

Abusos começaram quando a menina tinha apenas 11 anos
Abusos começaram quando a menina tinha apenas 11 anos DR

O arguido está acusado de 20 crimes de abuso sexual de crianças agravado na forma consumada, três crimes de abuso sexual de crianças agravado na forma tentada e outros dois crimes de abuso sexual de menores dependentes agravado na forma tentada, segundo a acusação do Ministério Público, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

O padrasto começou a conviver com a vítima e os seus irmãos quando iniciou um relacionamento amoroso com a mãe deles há sete anos, passando a integrar o agregado familiar e a viver na mesma casa em 2021.

Neste contexto e fazendo uso da confiança que foi estabelecendo com os filhos da mulher, desenvolveu atos de natureza sexual com a menor quando esta completou 11 anos de idade.

Para evitar que a vítima revelasse à mãe o que se estava a passar, ameaçava-a para não contar à mãe, referindo que a progenitora iria ficar sozinha e não conseguiria pagar as contas.

Apercebendo-se de que a vítima, em face do que lhe dizia, nada contava à mãe, o arguido foi intensificando e agravando os contactos sexuais até a vítima ter 13 anos, passando de carícias até relações sexuais, apesar das recusas da menina em relação a certos atos.

As situações decorreram ao longo de cerca de dois anos sem que a vítima, "com receio de não ser acreditada e de acontecer o que o arguido lhe referia, conseguisse contar o que lhe estava a acontecer".

Segundo a acusação, a menor só "ganhou coragem para o fazer quando se começou a aperceber que o arguido estava a ter o mesmo tipo de abordagem para com a sua irmã mais nova".

O homem foi detido pela Polícia Judiciária em outubro de 2025, após uma denúncia da mãe, "imediatamente após ter conhecimento dos factos", revelou a PJ em comunicado, aquando da sua detenção.

Depois de presente a primeiro interrogatório judicial, o suspeito ficou a aguardar julgamento em prisão preventiva e proibido de contactar com a vítima e com a sua mãe, informou o tribunal à agência Lusa.

As medidas de coação aplicadas foram as consideradas "proporcionais, necessárias e adequadas a acautelar os perigos em concreto identificados de fuga, continuação de atividade criminosa, perturbação de inquérito e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas", esclareceu.