O líder do Chega considera que "uma minoria, sobretudo infiltrados pela extrema-esquerda e por alguns arruaceiros internacionais e nacionais, estavam a provocar deliberadamente, de forma intencional, as autoridades para que este momento chegasse".
O Chega defendeu este domingo a intervenção da polícia na última madrugada sobre os manifestantes pela habitação, sustentando que "o Estado se não podia acobardar", e voltou a criticar o silêncio do primeiro-ministro, acusando-o de se esconder.
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André Ventura defende atuação da PSP: 'Muita paciência teve a polícia com estes vândalos'
Num vídeo enviado aos jornalistas, André Ventura diz que a ação da polícia na última madrugada "para a reposição da ordem pública" não podia "deixar de acontecer".
"O país, os seus centros urbanos, não podem ficar à mercê da desobediência de um conjunto muito minoritário de vândalos e provocadores sobre os moradores, sobre as forças da ordem, sobre as instituições do país. A polícia não tinha outro caminho se não fazer o que fez, repor a legalidade e repor a ordem", defende.
O líder do Chega considera que "uma minoria, sobretudo infiltrados pela extrema-esquerda e por alguns arruaceiros internacionais e nacionais, estavam a provocar deliberadamente, de forma intencional, as autoridades para que este momento chegasse".
"Este é um daqueles momentos em que as autoridades não se podiam nem deviam a acobardar, em que o Estado não podia nem devia acobardar", sustenta, dizendo estar "incondicionalmente ao lado" da polícia.
O líder do Chega volta a criticar o silêncio do primeiro-ministro e acusou Luís Montenegro e o PSD de andarem escondidos, instando-o a "dar a cara" perante "um país que anda completamente à deriva nestas últimas semanas".
Ventura indica igualmente que o Chega vai "trabalhar no parlamento para resolver o problema da habitação, com medidas concretas e reais para as pessoas, não para o mercado, para as pessoas".
"A causa da habitação é uma causa que tem que ser de todos e pela qual o Chega tem lutado muito, evitando rendas a subir descontroladamente, evitando e obrigando o Governo a não avançar com cauções ilimitadas, garantindo a proteção daqueles que são mais velhos e têm que ter uma casa. Tudo isso é o que tem que ser feito, é o que nós estamos a fazer, mas não é ocupando, destruindo monumentos, insultando as instituições, dizendo que se quer roubar os tribunais, destruindo o património e agredindo a polícia", defende.
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O momento em que a PSP avança contra os manifestantes pela habitação no Rossio
Nesta posição em vídeo, o presidente do Chega critica também a esquerda por apoiar as manifestações e acusou o PS de irresponsabilidade, argumentando que "esses partidos estão a fazer um enorme dano à democracia, às instituições e à segurança".
"Quem se coloca hoje ao lado daqueles provocadores está a colocar-se contra a ordem, contra o Estado de Direito, contra o país. O Chega nunca aceitará fazer isso", afirma.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) dispersou hoje de madrugada as manifestações pelo direito à habitação, à bastonada e com recurso a balas de borracha e cães, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para a dispersão e a retirada das tendas montadas pelos manifestantes, que não as acataram alegando que o direito à manifestação está protegido pela Constituição.
De acordo com a PSP, em Lisboa há a registar sete feridos e 31 detidos por desobediência, mas, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos.
"Na madrugada de hoje, 25 de outubro, dezenas de manifestantes foram brutalmente agredidos pela policia de intervenção. Destes, mais de 20 foram para o Hospital de São José e muitos outros foram assistidos no local pela equipa de cuidados da Acampada", lê-se na publicação da Acampada de Lisboa na rede social Instagram.
No Porto, e ainda de acordo com a PSP, a intervenção causou oito feridos, número que a Acampada sobe para 37, dos quais sete em estado grave.
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