"Após 45 anos a servir Portugal, o País continuará a contar comigo, com a minha voz e o meu empenho", afirmou.
Às 22h:17, Gouveia e Melo fez a primeira aparição após a divulgação dos resultados: um pequeno séquito seguiu-o em direção à data do discurso: "Almirante, amigo, o povo está contigo, entoavam com bandeiras de Portugal". Mas o povo não esteve com Gouveia e Melo, dando-lhe o 4° lugar nestas eleições presidencial "Acabei de dar os parabéns a José Seguro pelo resultado nas presidenciais", afirma. "Candidatei-me com a convicção de que a Presidência deve ser um espaço ... suprapartidário e despartidarizado.. foi por isso que me propus a este desafio, para trazer uma lufada de ar fresco à vida publica"
Gouveia e Melo discursa num evento com a bandeira de Portugal ao fundo
E fez um mea culpa do resultado: "Não foi o que esperei. Esta foi uma experiência que muito me honrou, a forma como fui acolhido em todo o País. Este movimento conseguiu agregar muitas pessoas diferentes", afirmou sob ovações e aplausos: "Portugal pode e deve ser um espaço de convergência mesmo quando há diversidade de opiniões". Agradeceu aos jovens - e vários começaram a gritar: "Nada para o Almirante". E deixou um agradecimento aos 600 mil portugueses que acreditam num Portugal diferente.
Deixou uma palavra de respeito e felicitações aos que passaram à segunda volta. "Após 45 anos a servir Portugal, o País continuará a contar comigo, com a minha voz e o meu empenho", afirmou e os cânticos seguiram: "Já não para Almirante, já não para" - e concluiu o discurso: "Obrigado".
Seguiram-se as questões dos jornalistas, sobre como quem apoiará Gouveia e Melo na segunda volta. E sobre a orientação de voto do capital político que conquistou, afirmou: "Ninguém é dono de ninguém.
Sobre o tombo desde o primeiro lugar nas sondagens para o quarto nos resultados, afirmou: "Nós não estivemos verdadeiramente numas presidenciais, foram mais umas legislativas" - e um candidato independente ressente-se, assegura. "Muito obrigado a todos", terminou com o V de vitória, uma noite de derrota.
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