A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) inicia esta terça-feira o processo negocial com o Ministério da Saúde, esperando que decorra com transparência, seriedade e calendário definido, começando pela avaliação e progressão dos médicos.
Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAMESTELA SILVA/LUSA
A reunião, agendada para as 16:00 no Ministério da Saúde, é a primeira depois do protocolo negocial assinado com o Governo no dia 9 de janeiro, e deverá contar com a presença do novo presidente da Fnam, André Gomes, que assumiu a liderança no sábado, durante a reunião do Conselho Nacional da federação, realizada em Coimbra.
Em declarações à agência Lusa no sábado, a anterior presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, afirmou que continuam em cima da mesa "matérias estruturais e centrais" para se ter mais médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS)".
"Nós entramos neste novo ciclo, neste novo triénio, com uma estabilidade interna, com uma experiência acumulada, e com foco total na defesa dos médicos e do SNS", sublinhou a presidente do Sindicato dos Médicos do Norte.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, a Fnam exige que o processo negocial tenha um calendário definido, "começando pela avaliação e progressão dos médicos, mantendo como prioridades a reintegração do internato médico na carreira, a revisão da jornada semanal de trabalho, a reposição dos dias de férias perdidos, a proteção da parentalidade e um regime de dedicação exclusiva opcional e valorizado".
Após ter assinado um acordo negocial com a Federação Nacional dos Médicos, o Governo assegurou, em comunicado, que "não desiste de encontrar consenso" com os profissionais de saúde e destacou a "forma positiva" como decorreu a reunião.
O Executivo garantiu ainda que "continuará a desenvolver um trabalho com cordialidade, boa-fé e responsabilidade para com os profissionais médicos e em prol do Serviço Nacional de Saúde".
Na altura, Joana Bordalo e Sá congratulou-se com a assinatura do protocolo, mas disse esperar que o Governo cumpra com o que foi assinado.
Para a dirigente sindical, dar melhores condições aos médicos, seja no pré-hospitalar, hospitalar, urgências ou médicos de família, é permitir que mais profissionais estejam no Serviço Nacional de Saúde, que, afirmou, "chegou ao atual estado por culpa do Governo".
"A situação e fixação dos médicos no SNS vai depender da seriedade e postura" que a ministra e o Governo tiverem, avisou Joana Bordalo e Sá, acrescentando: "Esperamos que cumpram o que assinaram".
Federação Nacional dos Médicos inicia hoje processo negocial com Governo
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