NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Para que não lhe escape nada, todos os meses o Diretor da SÁBADO faz um resumo sobre o que de melhor aconteceu no mês anterior.
A SÁBADO recebeu o seguinte direito de resposta em relação ao artigo "Miguel Milhão investe 264 mil euros num novo jornal".
Ao abrigo dos artigos 24.º e seguintes da Lei de Imprensa (Lei n.º 2/99, de 13 de Janeiro, na redacção vigente), requer-se a publicação do seguinte texto com um total de 300 palavras em resposta ao artigo “Miguel Milhão investe 264 mil euros num novo jornal”, da autoria de Diogo Barreto, devendo ser feita também a hiperligação à notícia original:
A notícia da SÁBADO sobre o nascimento do ContraProva contém uma formulação que, assente em factos parciais, constrói uma narrativa interpretativa para induzir o leitor.
Ao recordar que, em Junho de 2025, a SÁBADO escreveu que Miguel Milhão estaria a “tentar construir uma plataforma de intervenção cívica e política” e ao associar essa caracterização à possibilidade de aquisição de um OCS, o artigo mistura planos, sugerindo uma intencionalidade política.
O ContraProva é um jornal com direcção editorial própria, método público e critérios explícitos de análise jornalística com a missão de escrutinar a imprensa com base em factos objectivos e dados verificáveis.
A notícia aproveita para abordar o PÁGINA UM referindo ser habitual noticiar “alegadas falhas” em outros títulos, embora a Sábado tenha obrigação de saber – até porque algumas referem-se a títulos da Medialivre – que geralmente se baseiam em documentos, muitas vezes deliberações da ERC. A utilização do termo “alegadas” não é neutra: introduz uma dúvida maliciosa.
Por outro lado, Marco Galinha, empresário do sector dos media, é editorialmente pertinente no contexto do PÁGINA UM, que investiga negócios dos media e relação com o jornalismo. Já a observação de que “não há artigos” sobre Miguel Milhão, é factualmente errado: em Julho de 2025 publicámos um artigo de opinião bastante crítico às suas posições públicas (não empresariais). E a Sábado ignora um princípio da prática jornalística: escreve-se por relevância factual e sectorial, não por simetria pessoal.
Por fim, a associação entre financiamento e orientação editorial é contrariada pelos próprios factos: o investimento no ContraProva está declarado, contratualizado e não confere qualquer poder de interferência editorial. Foi divulgado voluntariamente. Ao contrário do acordo parassocial da Medialivre, dona da Sábado, nunca divulgado. O ContraProva nasceu, precisamente, para analisar este tipo de construções narrativas. A notícia da SÁBADO acaba por justificar a sua própria existência.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.