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Espanha disponibiliza Canadair para apoiar combate aos incêndios em Portugal

Ajuda surge depois de o primeiro-ministro Luís Montenegro ter acionado o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.

Espanha disponibilizou esta sexta-feira um dos dois aviões Canadair solicitados por Portugal para apoiar o combate aos incêndios rurais, no âmbito do acordo entre os dois países, ativado preventivamente em paralelo com o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Espanha disponibiliza Canadair para apoiar combate aos incêndios
Espanha disponibiliza Canadair para apoiar combate aos incêndios LUSA

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje que Portugal acionou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.

No âmbito do acordo com Espanha, o Governo solicitou o envio de dois aviões Canadair e uma equipa da Unidade Militar de Emergências (UME), um ramo das Forças Armadas espanholas para apoiarem no combate aos incêndios rurais.

O Ministério da Administração Interna (MAI) avança que Espanha disponibilizou no dia de hoje um avião Canadair.

Portugal pediu igualmente dois aviões Canadair a Marrocos.

No âmbito do mecanismo europeu de Proteção Civil, Bruxelas deverá agora formalizar os contactos com os estados-membros para apurar a disponibilidade de aeronaves que possam ser enviadas para Portugal e, a serem disponibilizadas, "serão de imediato integradas no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais".

Em comunicado, o MAI explica que, apesar de Portugal não ter a sua capacidade operacional esgotada, o executivo decidiu acionar o mecanismo europeu, bem como os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos, enquanto medida preventiva.

"Trata-se, portanto, de um acionamento preventivo e de antecipação, que tem como objetivo reforçar o dispositivo de combate, tendo em conta a evolução das condições climatéricas excecionais, e dos próprios incêndios ativos, que poderão vir a exigir um esforço acrescido", explica o gabinete de Luís Neves.

O Governo decretou situação de alerta que está em vigor desde as 00h00 de hoje até às 23h59 de segunda-feira, devido ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais".

Para os próximos dias, estão previstas para algumas zonas do país temperaturas máximas superiores a 40º C, humidade relativa abaixo dos 20% e vento forte com rajadas entre os 45 km/h e os 55 k/h, previsões que o MAI descreve como "de grande adversidade, com valores extremos que não se verificavam desde 2001".

A tutela sublinha ainda os incêndios "de elevada complexidade" atualmente ativos e o número elevado de ocorrências.

Em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, Luís Montenegro, já tinha explicado que, perante a previsão de temperaturas elevadas e com 12 distritos do continente sob aviso vermelho devido ao calor, o executivo decidiu antecipar o pedido de apoio internacional.

Segundo Luís Montenegro, o objetivo é reforçar preventivamente os meios disponíveis e evitar a deslocação de recursos entre diferentes regiões do país.

O Mecanismo Europeu de Proteção Civil permite aos estados-membros da União Europeia e a outros países participantes solicitar assistência quando os meios nacionais são insuficientes ou quando pretendem reforçar a capacidade de resposta.