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E se “meter uma cunha” fosse crime?

Os partidos têm em cima da mesa uma proposta para criminalizar a prática, dita ancestral e enraizada na sociedade. “Intermediação indevida de acesso à decisão pública” é a expressão encontrada para juridicamente descrever aquele “jeitinho”.

Os franceses chamam-lhe “piston” ou “passe-droits”, os ingleses têm o “brokerage” ou o “patronage”, nos filmes americanos ouve-se, amiúde, a expressão “pulling strings”, no Brasil, como ficamos a saber no “caso das gémeas”, existe o “pistolão”. Por cá, o fenómeno está catalogado como “cunha” ou, como refere a expressão completa, “meter uma cunha”, e João Ribeiro, membro da direção da secção portuguesa da Transparência Internacional e antigo adjunto de António José Seguro, pretende criminalizá-lo, concebendo o crime de “intermediação indevida de acesso à decisão pública”.

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