Também foi aprovado que fossem montadas as tendas.
Os manifestantes pelo direito à habitação que participaram na assembleia popular da Acampada do Porto decidiram este sábado voltar a montar tendas na Praça D. João I.
Acampada do Porto decide voltar a montar tendas na Praça D. João IRITA FRANÇA/LUSA
Sob o manto de luz branca do Teatro Rivoli, a maioria dos presentes na assembleia popular de hoje votaram a favor de ficarem a acampar esta noite na Praça D. João I.
Também foi aprovado que fossem montadas as tendas.
O mesmo foi decidido em Lisboa, onde já estão dezenas de tendas montadas.
Questionada pela agência Lusa, a PSP já avisou que não vai permitir que as tendas dos manifestantes pelo direito à habitação fiquem montadas durante a noite, referindo que vai intervir caso "o acampamento ilegal" se mantenha.
Pelas 20:54, a Lusa constatou que estavam mais de 30 tendas montadas na Praça D. João I.
Enquanto os manifestantes colocavam tapetes no chão para isolar o frio das tendas e colocavam mantas no interior das casas amovíveis que simbolizam a crise na habitação, alguns agentes da PSP e populares observavam.
Milhares de pessoas participaram na manifestação "Não temos casa, montamos tendas!", que partiu do Marquês de Pombal em direção à Praça do Rossio, onde, desde o passado sábado, a Acampada de Lisboa se tem reunido todos os dias, à exceção de sexta-feira, dia em que se concentrou no Bairro do Condado, para exigir medidas para resolver a crise da habitação.
Os protestos pelo direito à habitação realizaram-se hoje também em outras cidades do país, nomeadamente no Porto onde também participaram milhares de pessoas.
Duas semanas após o início, no Porto, os protestos pelo direito à habitação cumprem a promessa de continuar nas ruas até que o Governo deixe cair a nova lei das rendas e adote medidas como o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, a proibição de compra de habitação por parte de fundos imobiliários, o aumento de habitação pública, a aplicação de tetos às rendas e a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais.
Em 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.
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