Datas continuam a não bater certo no caso do ministro Siza Vieira

Documento refere que Pedro Siza Vieira pediu a renúncia à gerência a 15 de Dezembro de 2017. Porém, seis dias depois, o próprio declarou ao Tribunal Constitucional ainda ser o sócio-gerente da sociedade


As datas continuam a não bater certo: ontem, quarta-feira, 24 de Maio, a sociedade "Prática Magenta" actualizou o seu histórico de actos societários, referindo que Pedro Siza Vieira, ministro adjunto de António Costa, renunciou ao cargo de sócio-gerente a 15 de Dezembro de 2017. Porém, quando apresentou a sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional, a 21 deste último mês, Pedro Siza Vieira ainda fez constar o seu cargo de sócio-gerente. Ou seja, seis dias depois de ter renunciado ao cargo, o ministro declarou ao Constitucional que ainda o mantinha. Este é mais um dado numa série de episódios envolvendo Pedro Silva Vieira e a sua ligação à empresa Práctica Magente, criada 24 horas antes de tomar posse como membro do governo de António Costa.

Pedro Siza Vieira assumiu a pasta de ministro-adjunto do primeiro-ministro, António Costa,  a 21 de Outubro de 2017. No dia anterior, suspendeu a sua inscrição na Ordem dos Advogados e, juntamente com a mulher, Ana Siza Vieira, criou a "Práctica Magente", uma sociedade imobiliária, vocacionada para a administração de bens próprios e alheios, assim como actividades de consultadoria.


Seria já a 30 de Janeiro deste ano que Siza Vieira foi confrontado com a pergunta se detinha algum cargo societário e a resposta chegaria aos serviços do Parlamento logo no dia seguinte, pela manhã. Na resposta, o ministro-Adjunto explicava que tinha sido, de facto, sócio-gerente, mas que já tinha cessado funções. 

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