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Burla digital (quase) leva 1,23 milhões ao INEM

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 24 de março de 2026 às 07:00

Um alegado email de um fornecedor regular enganou a direção financeira do INEM num pagamento avultado. Entrada em cena da PJ permitiu recuperar o dinheiro. A fraude conhecida como "CEO Fraud" tem vindo a crescer no setor privado e no público e pode causar danos severos às instituições.

O email que chegou ao departamento financeiro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) parecia normal e não levantou suspeita a quem o recebeu, nem a outros responsáveis do departamento. No texto, uma empresa fornecedora a quem o INEM recorre regularmente avisava que a fatura seguinte deveria ser paga para um novo número de conta. Ninguém se apercebeu de que o endereço do email não era o mesmo do fornecedor – até porque a identificação com que aparecia na lista de emails era idêntica. A fatura de 1,23 milhões de euros acabou por ser paga, mas quem estava do outro lado não era o fornecedor – eram burlões. O caso confirma que, tal como as entidades privadas, também as públicas são vulneráveis à vaga crescente de esquemas desta natureza.

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