A nova vida de José Sócrates

Jogging, futebol e livros. Vibrou com a selecção nacional e passa horas a frio a escrever um novo livro e corre à beira-rio para manter a forma - à espera que o caso Marquês termina

Texto publicado originalmente na edição n.º 638 da SÁBADO de 21 de Julho de 2016

Sentado no sofá, José Sócrates não contém a ansiedade. Dois metros à sua frente, no ecrã do seu LCD, Cristiano Ronaldo parece impotente para levar Portugal à vitória num dos jogos da fase de grupos do Euro 2016. Ao lado de Sócrates estão Paulo Campos, Renato Sampaio e o advogado Pedro Delille, que se juntaram a ele no apoio à selecção. O ex-primeiro-ministro está céptico. Acha que Portugal tem um bom conjunto de jogadores, mas que dificilmente irá longe na competição. Ainda assim, torce fervorosamente. A equipa não consegue desfazer o resultado, mas de empate em empate, contrariando todas as previsões do ex-primeiro-ministro, viria mesmo a atingir a final, acabando por trazer o "caneco".

Sócrates assistiu a todos os encontros na sua residência. A companhia foi variando: além de Campos, Delille e Sampaio, outras figuras como Fernando Serrasqueiro, André Figueiredo e José Junqueiro partilharam com ele a angústia que foi a caminhada em direcção à final, devidamente condimentada com os clássicos insultos ao árbitro, os obrigatórios palavrões da ordem e as inevitáveis palavras de incentivo aos jogadores, como se eles as escutassem a dois mil quilómetros de distância.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais