Trabalhadores do Metro de Lisboa realizam plenário às 23h para decidir greve de 24 horas
Sindicato vê, no entanto, com"muita dificuldade a suspensão da greve" de quinta-feira.
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) realizam esta quarta-feira um plenário às 23h00 para decidir se irão avançar para uma greve de 24 horas, que terá início às 00h00 de quinta-feira, disse à agência Lusa fonte sindical.
Este plenário decorre na sequência de uma contraproposta apresentada esta tarde pela administração do Metropolitano de Lisboa, segundo explicou à agência Lusa Sara Gligó, dirigente sindical da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).
Os trabalhadores do ML tinham comunicado a intenção de realizar uma greve de 24 horas na quinta-feira e na terça-feira da próxima semana.
"Iremos ter um plenário cerca das 23h00 mas, para já, vemos com muita dificuldade a suspensão da greve de amanhã [quinta-feira]", antecipou Sara Gligó.
No entanto, a sindicalista ressalvou que a última decisão de avançar ou não para a paralisação de 24 horas "será sempre dos trabalhadores".
A dirigente sindical explicou que a administração apresentou uma nova proposta, mas que o curto espaço de tempo até ao início da paralisação, previsto para a meia-noite, poderá dificultar a auscultação dos trabalhadores.
Relativamente às motivações da greve, Sara Gligó explicou que estão relacionadas com o incumprimento de acordos assinados em 2019, nomeadamente ao nível da formação e organização do trabalho, rejeitando que estejam em causa aumentos salariais.
"Tem tudo a ver com condições de trabalho, formação de trabalhadores para estas categorias e o retirar de algumas funções", afirmou, acrescentando que os trabalhadores sentem-se "desrespeitados".
Se avançar, a greve não terá serviços mínimos, conforme decisão do Tribunal Arbitral constituído no Conselho Económico e Social, que determinou apenas a prestação de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações.
De acordo com a decisão, deverão ser assegurados três trabalhadores no Posto de Comando Central, preferencialmente um inspetor de movimento, um encarregado de movimento e um encarregado da sala de comando e de energia, devidamente identificados pelos sindicatos.
A Lusa contactou fonte da administração do Metropolitano de Lisboa, que remeteu uma resposta para mais tarde.
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