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Suspeitos de desacato na Baixa de Lisboa que feriu turista presentes quinta-feira a interrogatório

Lusa 16 de setembro de 2026 às 19:13

Três suspeitos, com idades entre os 21 e os 32 anos, foram detidos na terça-feira.

Os três suspeitos de envolvimento no desacato na Baixa de Lisboa ocorrido em agosto, onde uma turista sueca acabou baleada, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial no Campus de Justiça na quinta-feira, indicou esta quarta-feira a Polícia Judiciária (PJ).

PJ xxx Direitos Reservados

Em comunicado, a PJ recorda que os três suspeitos, com idades entre os 21 e os 32 anos, foram detidos na terça-feira.

"A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, formalizou no dia de ontem [terça-feira], a detenção de três cidadãos, suspeitos de envolvimento no tiroteio ocorrido na Baixa de Lisboa, no passado dia 10 de agosto, vitimando uma cidadã sueca de 40 anos", refere a PJ na nota.

A turista foi atingida na região torácica por uma bala perdida após um desacato entre dois grupos que se dedicam à venda de louro prensado como se fosse droga, tendo um deles feito um disparo com uma arma de fogo.

No comunicado, a PJ refere que, na sequência de diligências de investigação, foi possível identificar os suspeitos, tendo na terça-feira sido desencadeada uma operação policial nas regiões de Lisboa e de Aveiro, "no decurso da qual foram realizadas várias buscas domiciliárias e demais diligências tendentes à localização e detenção dos suspeitos".

"No seguimento das referidas diligências e após contactos realizados, os suspeitos vieram a ser detidos ao início da noite nas instalações desta polícia, para onde se deslocaram após terem conhecimento que estavam a ser procurados pelas autoridades", acrescenta a PJ, adiantando ainda que o inquérito é titulado pelos serviços do Ministério Público no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Na terça-feira, fonte da PJ já tinha confirmado à Lusa que tinham sido detidos três suspeitos de estarem envolvidos no desacato, mas sem adiantar mais informações.

Antes, o Público tinha noticiado que as detenções ocorreram horas depois de as residências dos suspeitos terem sido alvo de buscas por parte da PJ.

Ainda em agosto, no dia seguinte ao incidente, um suspeito tinha sido detido no âmbito de um mandado de detenção fora de flagrante delito por violência doméstica, tendo sido libertado no âmbito desse mesmo processo.

Na sequência desta situação, o Ministério da Administração Interna (MAI) indicou na altura que a PSP e a Polícia Municipal iam reforçar o policiamento e fiscalização de atividades ilícitas na baixa e outras zonas turísticas de Lisboa.

Já o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), tem instado o Governo a concretizar a promessa de mais 200 agentes da PSP e 100 polícias municipais na capital, feita em maio.

Na terça-feira, Carlos Moedas manifestou-se "alarmado por muitas situações" em termos de segurança na cidade e afirmou que não se trata de ideologia, apelando ao apoio das "forças moderadas", em prol da democracia.

Sobre o reforço de polícias prometido em maio pelo Governo de PSD/CDS-PP, Carlos Moedas reconheceu na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa que ainda não se concretizou: "Ainda não temos os 100 polícias municipais, nem os 200 PSP. Não os temos, mas eu acredito, profundamente, que o Governo vai cumprir e tem de cumprir este ano".

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