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Rui Tavares acusa direita de deixar cair a máscara com projetos sobre identidade de género

Lusa 21 de março de 2026 às 14:35

"São projetos que são graves para as liberdades fundamentais", afirmou co-porta-voz do Livre reagindo à aprovação, na sexta-feira, de projetos de lei do PSD, Chega e CDS-PP.

O co-porta-voz do Livre Rui Tavares acusou este sábado a direita de não gostar da liberdade e de ter deixado cair a máscara com a aprovação de leis graves para as "liberdades fundamentais" como os projetos sobre identidade de género.

Rui Tavares DR

"São projetos que são graves para as liberdades fundamentais", afirmou Rui Tavares reagindo à aprovação, na sexta-feira, de projetos de lei do PSD, Chega e CDS-PP sobre identidade de género.

"É uma direita que agora arranca a máscara" e que, depois de "falar de liberdade estes anos todos, demonstra que, "afinal, não gosta da liberdade", referiu, considerando que, em relação a estes projetos-lei, os partidos da direita "mais uma vez estão a enganar as pessoas", dizendo "que se trata de operações a crianças e de uma lei absolutamente exagerada que Portugal tinha".

Rui Tavares falava à agência Lusa nas Caldas da Rainha (distrito de Leiria), à margem de no debate "Uma Casa para Criar: uma conversa sobre o futuro dos pavilhões do Parque D. Carlos I", organizado pelo núcleo de coordenação local do Livre.

No entender do co-porta-voz do partido, "Portugal tinha das leis mais moderadas na Europa em relação a estes temas" e agora é que passa a ter "uma lei radical, porque onde outros países permitiam desde os 14 anos apenas com o consentimento dos pais, em Portugal era desde os 16 anos com o consentimento dos pais e informação médica [para alterações no registo civil]".

Os projetos-lei sobre identidade de género agora aprovados na generalidade (a que se segue a discussão na especialidade) preveem a obrigatoriedade de validação médica para a mudança de nome e género no registo civil, o que, para o Livre, "limita direitos que há anos já tinham sido conquistados por pessoas adultas".

Para Rui Tavares, a ideia de que o país tem "uma direita que, na verdade, não gosta da liberdade ficou bem patente" no fim da votação na Assembleia da República: "Utilizaram todo o tipo de expedientes regimentais - devo dizer, lamentavelmente, com uma grande inabilidade do presidente da Assembleia da República - para impedirem os partidos da oposição de fazerem uma declaração de voto."

"Vai caindo cada vez mais a máscara e ainda vai ser necessário algum tempo para que as pessoas vejam que a utilização que a direita fez da liberdade, durante estes anos, foi uma utilização absolutamente cínica", lamentou Rui Tavares.

O debate juntou cerca de 30 pessoas no Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, onde Rui Tavares defendeu que nos centenários pavilhões, para onde está prevista a construção de um hotel de cinco estrelas, seja criado "um palácio da cultura", com o espaço a acolher associações, atividades culturais e residências de artistas, entre outras atividades.

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