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Rebentou um segundo dique no rio Mondego

Luana Augusto , Diogo Barreto 12 de fevereiro de 2026 às 12:34

Rebentamento terá ocorrido em Soure, mais precisamente em Granja do Ulmeiro.

Rebentou esta quinta-feira de manhã um segundo dique no rio Mondego, desta vez em Soure, mais precisamente na localidade de Granja do Ulmeiro. A notícia foi avançada pela e confirmada pela Câmara Municipal de Soure. A margem do canal principal está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão em declarações à agência noticiosa Lusa.
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Inundações em Granja do Ulmeiro, após rebentamento de dique no rio Mondego
Foto: PAULO NOVAIS/LUSA
Dique do rio Mondego em Soure cede após rebentamento
Foto: CMTV
Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água. Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.
A população de Soure mostra-se agora preocupada com este colapso.
Na quarta-feira, pelas 17h45, já havia  em Casais, do lado direito do rio Mondego. O cenário levou ao corte da A1 e ao colapso de um dos troços. Nessa sequência, a Brisa através da  utilização da A8, A17, A25 u IC2.
Com o rebentamento do primeiro dique já era esperado que outros diques também cedessem. A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, já havia dito na quarta-feira que os diques do rio Mondego estavam à beira de um colapso e que se esse cenário se verificasse. Como consequência, a autarca, que esteve reunida nesse mesmo dia com a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e a ministra do Ambiente, avançou que algumas zonas de Coimbra seriam evacuadas e que as escolas seriam encerradas. "Vamos evacuar São Martinho do Bispo, a zona do Cabouco, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila."  Ainda na quarta-feira à noite, já depois do colapso do primeiro dique, Ana Abrunhosa deu uma conferência de imprensa juntamente com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho.  "Isto provocará naturalmente um efeito de cheia, que será um efeito lento, que já está a começar a atingir populações, quer no concelho de Coimbra, quer de Montemor-o-Velho. Por isso, não quero deixar de alertar para a possibilidade de outras ruturas poderem vir a acontecer nas próximas horas", disse Luís Montenegro. Já a ministra do Ambiente mostrou-se preocupada com toda esta situação e frisou que só nos últimos dois dias já choveu o equivalente a 20% da precipitação média portuguesa para o ano inteiro. “A malha urbana de Montemor-o-Velho é protegida por dois diques. Vamos ter de monitorizar estes diques, para que não ocorram galgamentos do rio. (...) Vamos ser superprudentes”, garantiu Maria de Graça Carvalho.
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