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PJ fez busca a hacker que denunciou esquema das criptomoedas de Windoh

Diogo Barreto 17 de março de 2021 às 14:53

O hacker Redlive entrou no site onde o YouTuber Windoh alojava o seu curso de criptomoedas e divulgou-o no seu canal. Agora diz que a PJ lhe confiscou um computador e quatro telemóveis.

Durante alguns dias foi um dos heróis do YouTube português: o hacker Redlive13 entrou no site onde o youtuber Windoh tinha alojado o seu curso de criptomoedas e tornou o mesmo público. Esta quarta-feira diz que a Polícia Judiciária (PJ) lhe bateu à porta e retiraram "quatro telemóveis, um deles de uso pessoal, três monitores" e ainda o computador fixo.

De acordo com o hacker, a Polícia Judiciária bateu à porta de sua casa para levar a cabo uma apreensão de material informático, entre telemóveis, monitores de computadores e até o seu próprio computador pessoal. 

A SÁBADO confirmou junto de fonte da Polícia Judiciária que foi cumprido um mandado de busca para o hacker esta quarta-feira de manhã e que material foi apreendido.

Hacker informático

A denúncia foi feita no Twitter do hacker que diz que as autoridades entraram em sua casa com um mandado de busca. De acordo com o hacker, os agentes da polícia ter-lhe-ão dito que caso "tentasse expor algo que se passou iriam" falar pessoalmente com o jovem. "Eu disse não ter medo dos senhores autoridades", escreve Redlivev no Twitter.

A SÁBADO tentou entrar em contacto com Redlive, mas sem sucesso.

hacker já foi protagonista de dois eventos que tiveram alguma repercursão no espaço público nos últimos 12 meses: fez parte do grupo de jovens que entrava nas aulas de Zoom para perturbar as aulas e também denunciou, mais recentemente, o curso de criptomoedas vendido por Windoh.

RedLive13 mostrou num dos seus vídeos como o youtuber Diogo Figueiras criou um "curso" de criptomoedas que não passava de um "copy/paste da Wikipedia". 

No início da pandemia, em abril do ano passado, o youtuber RedLive13 entrou em vários sistemas de aulas a decorrer no Zoom, desafiando professores e perturbando o funcionamento das aulas. 
O hacker divulgou vídeos no YouTube onde mostra como entrava no sistema e o que fez para boicotar as aulas.

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