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Palácio da Independência estará pronto em 2020, diz Medina

01 de dezembro de 2019 às 17:29

Fernando Medina sublinhou que a reabilitação do Palácio da Independência "é um imperativo histórico e patrimonial" e apelou a uma sinergia de todas as entidades para que a obra possa ser concluída "com a maior qualidade e brevidade possível".

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), anunciou na cerimónia da Restauração que o projeto para a reabilitação do Palácio da Independência deverá estar concluído durante o primeiro trimestre de 2020. "Há dois anos, nesta mesma cerimónia, assumi perante todos a vontade da cidade em contribuir de forma clara para a reabilitação do património do Palácio da Independência. Hoje posso transmitir que esse caminho já começou, estando aprovado o apoio para o projeto de execução que está atualmente em curso", afirmou o autarca neste domingo.

Fernando Medina sublinhou que a reabilitação do Palácio da Independência "é um imperativo histórico e patrimonial" e apelou a uma sinergia de todas as entidades para que a obra possa ser concluída "com a maior qualidade e brevidade possível". "O restauro do edifício terá um duplo significado. O da recuperação de um espaço histórico, requalificado, onde, com a respetiva musealização, vamos poder contar às novas gerações a história deste acontecimento que hoje comemorámos", sublinhou.

O autarca de Lisboa referiu que o projeto de execução deverá estar concluído durante o primeiro trimestre de 2020, mas não adiantou uma calendarização para a realização da obra. O projeto de execução está a ser realizado com o apoio Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

O Palácio da Independência, também conhecido como Palácio dos Condes de Almada, foi edificado em 1467, por D. Fernando de Almada, e nele reuniram-se, por diversas vezes, Os Conjurados, grupo que conduziu à Restauração da Independência de Portugal, em 1640. Neste Monumento Nacional habitou também o escritor Almeida Garrett (1834) e nele realizou-se a primeira comemoração pública da Independência, em 1861.

Em 1940, o Palácio foi doado ao Estado e, posteriormente, em 1983, após a sua ocupação sucessiva por vários organismos, foi cedido na sua totalidade à Sociedade Histórica da Independência de Portugal, entidade que procedeu a obras para a instalação de serviços, biblioteca e zonas de exposição.

Fernando Medina foi um dos intervenientes na cerimónia de homenagem aos heróis do 1.º de Dezembro, que decorreu na praça dos Restauradores, em Lisboa, e que contou também com a presença, entre outras individualidades, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

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