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Na véspera do voto antecipado, Mendes pede a eleitores que escolham o "mais bem preparado"

Lusa 10 de janeiro de 2026 às 16:58

Luís Marques Mendes considerou ser o candidato que poderá "ter um maior exercício de consciência social".

O candidato presidencial Luís Marques Mendes apelou este sábado ao voto dos eleitores que vão exercer esse direito antecipadamente, pedindo que escolham aquele que está "mais bem preparado" para o cargo e com a maior experiência governativa.
Marques Mendes Lusa
Num almoço comício em Vila Verde, distrito de Braga, o candidato a Presidente da República assinalou que há eleitores que vão exercer o direito de voto antecipadamente, já no domingo, e pediu-lhes que "vão votar" porque "é um exercício de democracia importante". "Vão votar em convicções, porque estas eleições são mesmo muito importantes" e façam-no "com toda a independência", pediu, desafiando os eleitores a colocarem algumas questões antes de decidirem o voto. "Quem é, de todos os candidatos, o que está mais bem preparado para exercer a Presidência da República? Não pensem tanto em partidos ou até em ideologias. Qual é o que está mais bem preparado? Segundo, qual é aquele que tem maior experiência governativa, do poder local, parlamentar, a lidar com os partidos ou a lidar com a Constituição? Esta questão é muito objetiva. Quem é que tem mais experiência? Terceiro, quem é que tem maior capacidade de diálogo e de ter feito pontes, consensos e entendimentos ao longo destes anos? Porque o que o país precisa verdadeiramente é deste diálogo para fazer pontos, convergências e entendimentos", elencou. Luís Marques Mendes considerou também ser o candidato que poderá "ter um maior exercício de consciência social". "Na Presidência da República tem que estar alguém moderado, tem que estar alguém que defenda a estabilidade, tem que estar alguém que seja ativo e não passivo, mas tem que ser alguém também para quem a justiça e a consciência social é uma questão muito importante", salientou. Neste ponto, disse querer colocar os jovens "no centro das atenções" e defendeu uma melhoria das pensões. "Eu sei que há alguns intelectuais que acham que esta é uma questão menor, porque as finanças públicas são a questão maior. Eu não coloco a questão nestes termos. Nenhum de nós quer pôr em desgraça as finanças públicas, que custaram muito a pôr em ordem e que começou a se colocar em ordem no Governo de Passos Coelho de uma forma patriótica e continuou pelos governos seguintes e também por este Governo [...] mas não esquecer, não ignorar os milhões de portugueses que têm reformas de miséria, que deram muito ao seu país e que têm todo o direito na fase final da sua vida ter outro apoio, outra ajuda e outra solidariedade social", defendeu. O candidato apoiado por PSD e CDS-PP repetiu que, caso seja eleito Presidente da República, quer exercer o cargo "com firmeza e com tranquilidade", pautado por valores como "moderação, estabilidade e ação", e antecipou que não será nem "amigo, nem adversário do Governo". "Tenho que ser amigo das boas decisões e dos bons resultados de um Governo. E tenho que ser adversário de um Governo, deste ou de qualquer outro, quando comete falhas, quando comete omissões. É este o papel de um Presidente da República, com bom senso, com equilíbrio e com sentido Estado", defendeu. Luís Marques Mendes considerou que é "um grande gosto ter o apoio do PSD", defendendo que "não há democracia sem partidos", mas disse que o seu objetivo é "fazer esta caminhada, e depois a Presidência", com "isenção, com imparcialidade e com independência". O candidato a Presidente da República disse ainda que "não há sondagem nenhuma em Portugal" que o "desanime", porque está "aqui para vencer" e sente "cada vez mais entusiasmo nas ruas". Antes, discursou também José Gomes Mendes, ex-deputado socialista e antigo secretário de Estado em governos de António Costa entre 2015 e 2020, que considerou Luís Marques Mendes "a pessoa mais bem preparada para assumir a Presidência da República", por ser o candidato "mais transparente, com maior experiência política, mais imparcial e aquele que apresenta maior sentido de Estado para assumir este cargo". O antigo governante, que integra a comissão de honra da candidatura de Marques Mendes, referiu-se também a uma sondagem que "chegou hoje ao espaço público" e que "coloca nas duas primeiras posições André Ventura e Luís Marques Mendes", enquanto João Cotrim Figueiredo "aparece na quinta posição". "Não andamos a pedir que ninguém desista. Nós o que pedimos ao eleitorado, aos portugueses, é que não desperdicem votos e que coloquem votos no candidato que tem condições para passar e para ganhar esta eleição, Luís Marques Mendes", apelou.
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